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ADORAÇÃO PROFÉTICA

Já foi retirado do ar, mas foi dado espaço em um site da Igreja Evangélica Congregacional de Bento Ribeiro (http://www.iecbr.com.br/soudomeu.html) para uma definição para "Dança Profética". Atualmente existe lá mais uma balela sobre "Adoração Incondicional" que tenta justificar as atitudes "sem limites, sem reservas, sem condições" fora de uma base bíblica sólida… e tentam classificar àqueles que querem conhecer e cumprir verdadeiramente os preceitos bíblicos como "legalistas".

Diante da atualização do site tornou-se necessária esta alteração inicial, mas minha intenção é, a partir de agora, apresentá-los ao conteúdo original inalterado:

Dançar não é simplesmente executar movimentos para animar uma comunidade, mas sim a manifestação da vida que existe em nós, vida transformada pelo sangue de Jesus, que nos induz aos movimentos de adoração e da verdadeira expressão. A dança dentro da igreja não é um espetáculo… Quando motivada pelo Senhor, é um ato profético e causa impacto nas regiões espirituais(1). Devemos ser canais para que o Espírito Santo encha com novidade de vida. É hora de se dançar com profundidade celestial(2).

Por que profética? A dança é uma expressão de palavras e notas musicais, com ou sem som, mas com liberação do poder de Deus através de movimentos que chamam a virtude da presença de DEUS(3).

O ministério de dança não é apenas um lugar onde os membros aprendem a dançar. É algo que nasce no coração de Deus(4) e onde precisa haver santidade, unidade e dedicação. Precisamos dizer não ao pecado e às más atitudes. Ele não pode fazer parte da vida de um adorador e ministro do Senhor.

No ministério de dança deve haver um só coração e um só objetivo: adorar e adorar ao Deus Todo-Poderoso… Assim haverá crescimento no grupo. Cada membro é responsável por suas atitudes nesta caminhada.

Cada membro do ministério deve:

  • Adorar antes de tudo.

  • Orar

  • Arrepender-se sempre, pois com esta atitude, todas as cadeias que impedem que as bênçãos de Deus sejam derramadas sobre a igreja, são quebradas.

  • Não deixar que as circunstâncias impeçam ou atrapalhem a adoração.

  • Estar sensível à voz do Senhor.

  • Ser submisso ao seu líder.

  • Perdoar de todo coração.

  • Aprender a pedir desculpas.

  • Fazer uma análise acerca da verdadeira motivação de dançar. Não dançar com objetivo de ser conhecido ou convidado.

  • Amargura, soberba, orgulho… Não devem fazem parte da vida da vida de alguém que deseja ardentemente dançar para Deus, perante Deus e com Deus(5).

  • Estar alerta aos ataques do inimigo: desunião, desobediência, rebelião, inferioridade e confusão.

  • Ser servo: servo não aponta os defeitos, não critica(6)… Servo se curva e ora.

É de suma importância haver amor, respeitando as diferenças uns dos outros, buscando a unidade no espírito, para que a unção vinda de Deus seja uma realidade. Ao dançar, devemos procurar transmitir a presença de Deus nos gestos, na face, na convicção do chamado ministerial. Não dançamos para receber elogios; dançamos no desejo de sentir e ver a glória de Deus no meio da congregação.

Notem, por favor, que este trecho está copiado na íntegra, inclusive com os erros de concordância e digitação presentes no site. Tomei a liberdade de apenas sublinhar e numerar (entre parênteses sobrescritos) os pontos que pretendo destacar após a leitura de outro texto também presente no mesmo site, intitulado “A DANÇA E A PALAVRA DE DEUS”:

A palavra de Deus nos mostra vários textos falando sobre a dança: ora como divertimento social, ora como regozijo público e ainda como ato de adoração.

Vejamos algumas referências:

A parábola do filho pródigo em Lucas 15 nos mostra no versículo 25 que havia música e dança em comemoração ao regresso do filho perdido.

Eclesiastes 3:4 fala sobre a permissão de Deus para dançar quando diz que há tempo para todas as coisas.

Outra passagem está em Jeremias 31 versículos 4 e 13 quando o Senhor fala que Israel será adornada com adufes e sairá com o coro dos que dançam e ainda que a virgem se alegrará na dança.

I Samuel 18:6, 21:11 e 29:5 mostra que dançar fazia parte das comemorações como algo comum na vida das pessoas. Verdadeira expressão de alegria. Leia também Juízes 11:34 3 21:21…

Miriã quando dançou tão somente expressou o que havia de mais belo em sua alma: a tremenda alegria que brotava de seu interior como um rio de água viva que transbordava, manifestando através da dança uma maravilhosa forma de dizer: “obrigada Senhor”.

“Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque sumamente se exaltou e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.” (Êxodo 15:20,21)

Notem bem que este texto é “ipsis literis” o que está no site! Logo, neste trecho estão as “justificativas” para se dançar da forma que visualizei naquela igreja durante o Congresso Profético-Apostólico e agora farei as observações que julgo necessárias mediante a própria palavra de Deus.

1. (A DANÇA)… É UM ATO PROFÉTICO E CAUSA IMPACTO NAS REGIÕES ESPIRITUAIS:

Nas 22 vezes em que a dança é mencionada em toda a Bíblia, NÃO HÁ REFERÊNCIA ALGUMA a esta “modalidade” de dança. Nem nos próprios textos citados no site há justificativa para tal afirmação, porém se formos considerar o culto das religiões africanas e orientais, aí então encontrará alguma justificativa para esta afirmação tenebrosa.

2. É HORA DE SE DANÇAR COM PROFUNDIDADE CELESTIAL:

Outra afirmação humanamente bela, porém vazia tanto de amparo bíblico quanto de senso de tempo: estamos em hora de batalha… em plena preparação para a chegada do Reino de nosso Senhor e Salvador! Esperemos em Jesus Cristo que logo… muito em breve chegará a hora de se dançar dessa forma.

3. POR QUE PROFÉTICA? A DANÇA É UMA EXPRESSÃO DE PALAVRAS E NOTAS MUSICAIS, COM OU SEM SOM, MAS COM LIBERAÇÃO DO PODER DE DEUS ATRAVÉS DE MOVIMENTOS QUE CHAMAM A VIRTUDE DA PRESENÇA DE DEUS:

Outro absurdo crasso!!! O Poder de Deus é liberado através de atos como a proclamação da palavra, a oração e até mesmo o louvor e a adoração… e o significado grego bíblico de “adorar” e “prostrar” é o mesmo: "proskuneo". No item 6 leia mais sobre isso.

Em Romanos 7:18 lemos “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” e complementamos com I Timóteo 4:8, onde vemos que qualquer expressão (exercício) física é vã.

Volto a alertar: quem necessita de movimentos para a liberação de poder não é de Deus, mas sim da parte da magia e da feitiçaria… e esses são adoradores de satanás.

4. É ALGO QUE NASCE NO CORAÇÃO DE DEUS:

Outra invenção sem comprovação bíblica: conforme podemos pesquisar biblicamente a dança é simplesmente uma manifestação da alegria humana, algo que (ao contrário do texto do site) nasce no coração do homem e é ofertado a Deus.

5. DESEJA ARDENTEMENTE DANÇAR PARA DEUS, PERANTE DEUS E COM DEUS:

Citarei um trecho do estudo de Mac Dominick sobre o pragmatismo na Igreja Moderna:

Esse é um termo que foi redefinido pela cultura moderna. No Antigo Testamento, a palavra hebraica traduzida como “adoração” é "shachah". No Novo Testamento, a palavra grega que foi traduzida como “adoração” é "proskuneo". Em ambos os casos, a definição dessas palavras é “prostrar-se em humilde homenagem”. Isso simplesmente transmite o conceito que a verdadeira adoração a um Deus Santo envolve total submissão e humildade. Em contraste, parece hoje que a influência carismática naquilo que é percebido como adoração é olhar para o alto e erguer as mãos para Deus enquanto balança o corpo ao som da música Rock “cristã”. Dan Lucarni, em seu livro “Why I Left The Contemporany Christian Music Movement” (Por Que Deixei o Movimento da Música Cristã Contemporânea), relata o seguinte testemunho de sua experiência pessoal:

“Eu me lembro de quando primeiro mudei meu estilo pessoal de adoração de abaixar minha cabeça para olhar para o alto. Fui influenciado pelos carismáticos que oravam em uma das nossas reuniões de oração em toda a cidade. Lembro-me da sensação boa que ela me proporcionou que eu era pela primeira vez um participante na adoração com Deus, não um verme desprezível que tinha de se prostrar. Eu me senti melhor sobre mim mesmo”.

A conclusão é esta: Adorar a Deus não tem que ver com o adorador, mas com Deus. A adoração a Deus não objetiva fazer o adorador sentir-se melhor sobre si mesmo, mas a verdadeira adoração a um Deus Santo fará o adorador ver a si mesmo como ele realmente é diante da magnificente e incompreensível santidade de Deus. A verdadeira adoração não é acompanhada por música Rock que apela à carne. A verdadeira adoração envolve a submissão à verdade da Palavra de Deus. “O verdadeiro coração de adoração é o coração que se inclina diante de Deus e se submete à sua Palavra, nada mais, nada menos”.

A adoração no novo paradigma é completamente o oposto do que acaba de ser descrito. Ela envolve a música carnal, de influência carismática, de olhar para cima para Deus, e fazer o adorador sentir-se bem consigo mesmo. Aqueles que promovem a Religião Orientada Para Resultados acham que os perdidos não têm problemas com Deus — eles têm problemas com a igreja local. Eles querem deixar o serviço da igreja “sentindo-se melhor consigo mesmos, em vez de serem chamados para o auto-exame, o arrependimento sincero, e a fé em um Deus santo”. Portanto, o serviço precisa ser exatamente como descrito por Dan Lucarni — eles querem participar na adoração com Deus e elevar-se em uma pseudo-adoração carnal em vez de se humilhar na presença da santidade de Deus.

Em Isaías 64:6 lemos: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.”

Não é muita pretensão de qualquer ser humano querer dançar COM Deus?

6. SER SERVO: SERVO NÃO APONTA OS DEFEITOS, NÃO CRITICA…:

Vejamos em Mateus 7:15-20 a base para essa analogia: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos de ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis.”

O Espírito Santo de Deus reside dentro dos crentes genuínos, portanto sua presença resultará na manifestação do “fruto do Espírito” em suas vidas (Gálatas 5:22,23). Esse fruto é a única evidência visível pela qual podemos discernir se alguém é salvo ou não. Assim, quando o andar de uma pessoa não é coerente com o que ela diz, devemos ficar muito cautelosos com relação a ela.

Em I Coríntios 5, encontramos o que o apóstolo Paulo ensinou aos crentes de Corinto sobre julgar indivíduos dentro da igreja. No entanto, o ponto principal que não devemos perder encontra-se nas solenes palavras de Paulo nos versos de 11 a 13, onde exorta literalmente aos irmãos a exercerem julgamento espiritual nessa questão: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Porque que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.”

Outra interessante passagem encontra-se em II Tessalonicenses 3, onde parece que falsos mestres tinham convencido alguns dos crentes em Tessalônica que o Senhor estava para voltar em certa data. Assim, eles deixaram seus empregos, venderam suas posses, e estavam ansiosamente esperando o retorno de Cristo. Mas enquanto esperavam, tinham de viver da generosidade de outros irmãos e, entre outras coisas, eram culpados de vadiagem e de “meter o nariz” nos negócios dos outros. Para corrigir o problema, as palavras de Paulo nos versos 6, 14 e 15 uma vez mais encorajam julgamento apropriado: “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu… Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.”

Estão essas advertências sendo ensinadas e seguidas pela maioria dos pastores e das igrejas hoje? Não, porque elas não são “politicamente corretas” e poderiam ofender alguém! A unidade a todo custo está sendo promovida enfaticamente e todos os esforços são feitos para atrair aqueles que possam fazer uma profissão de fé e ajudar a encher os bancos da igreja — independente da real situação da pessoa diante de Deus.

Em vez disso, deveríamos seguir a exortação de Paulo em I Tessalonicenses 5:21, que diz: “Examinai tudo. Retende o bem.”

O discernimento espiritual deve servir como nossa “antena de radar” e ser exercido em todas as coisas em nossa vida diária a fim de evitar sermos enganados pelo Diabo. Insisto no tema da enganação por que a Palavra de Deus insta a fazer isso! Entenda que só por que alguém usa a terminologia do cristianismo e vai à igreja toda vez que as portas estão abertas — ou está de pé no púlpito quando você entra — não quer dizer necessariamente que é um crente em Cristo e nascido de novo. Ouça o testemunho interior do Espírito Santo no tocante àqueles que afirmam o título de “cristão” e se sua antena espiritual começara a vibrar, preste atenção nisso. Deus conhece seus corações e sabe se eles pertencem ou não a ele (João 10.27). Observe-os bem e, se suas ações não se encaixam em sua profissão de fé, evite-os.

Um dos deveres principais (e, antagonicamente, um dos mais evitados!) do cristão É JULGAR!

Os pastores são exortados em II Timóteo 4:2 a redargüir, repreender e exortar “com toda a longanimidade e doutrina”. A palavra grega traduzida como “redargüir” é freqüentemente usada no sentido de “expor” e encontramos isso refletido em Efésios 5:11,13: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as… Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.”

O diabo dança nas igrejas!

Apontar o erro doutrinário é uma parte essencial do ministério de qualquer pastor genuíno e deve ser feito para o benefício do povo de Deus. Então, quando acharmos necessário criticar as táticas e os ensinos dos outros, isso deve ser feito usando a Palavra de Deus como padrão e não as nossas próprias idéias. Quando se demonstra que alguém está em erro, a piedade e a popularidade reconhecidas dessa pessoa não devem ofuscar ou sobrepujar os fatos. Errado é errado, por maior que seja a reputação.

Julgar não é errado, quando é o exercício do discernimento espiritual. Que Deus nos conceda muito mais desse discernimento!

Concluo aqui minha pesquisa sobre “Dança Profética” que, na verdade, não passa de "Dança Patética"... como servo do Senhor sou obrigado a apontar tais discrepâncias que surgem na igreja de Cristo.

A você? Talvez fique a sensação de incômodo, principalmente se a carapuça tiver servido, mas… quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!

Não deixe de ler maiores explicações em "Seu Melhor… É O Que Deus Quer?".

Um outro excelente texto sobre o tema é: "Coreografia na Igreja - A Dança da Ignorância".

Em 01/12/2011 - Hoje eu tenho certeza absoluta que satanás está bailando, lindamente, por quase todas as empresas eclesiásticas de quase todas as denominações existentes... no Brasil e no mundo!

O nome disso? APOSTASIA!

Que Deus nos abençoe.

LINK CURTO PARA ESTA POSTAGEM:
http://bit.ly/dancapatetica

Teóphilo Noturno