MENSAGENS NEM UM POUCO SUBLIMINARES

A GUERRA DOS MENINOS

De: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Hoje eu tive um sonho que foi o mais bonito que eu sonhei em toda a minha vida.

Sonhei que todo mundo vivia preocupado tentando encontrar uma saída.

Quando em minha porta alguém tocou, sem que ela se abrisse ele entrou

E era algo tão divino, luz em forma de menino E uma canção me ensinou.

Tinha na inocência a sabedoria da simplicidade me dizia:

Que tudo é mais forte quando todos cantam

a mesma canção e que eu devia ensinar a todos por ali

e quantos mais houvessem para ouvir

E a fé em cada coração na força daquela canção seria ouvida lá no céu por Deus.

E saí cantando meu pequeno hino quando vi que alguém também cantava

Vi minha esperança na voz de um menino que sorrindo me acompanhava

Outros que brincavam mais além, deixaram de brincar pra vir também.

E cada vez crescia mais aquele batalhão de paz, onde já marchavam mais de cem.

De todos os lugares vinham aos milhares e em pouco tempo eram milhões

Invadindo ruas, campos e cidades: espalhando amor aos corações

Em resposta o céu se iluminou, uma luz imensa apareceu

Tocaram forte os sinos e os sons eram divinos: a paz tão esperada aconteceu

Inimigos se abraçaram e juntos festejaram o bem maior, a paz o amor e Deus.

A analogia a Apocalipse 3:20 também se aplica ainda mais claramente à música “Guerra dos Meninos”, de Roberto Carlos. A descrição supostamente angelical desses “meninos” começa a se desfazer no trecho “quando em minha porta alguém tocou e sem que ela se abrisse ele entrou: e era algo tão divino, luz em forma de menino”... Essa só pode ser a descrição de um espírito diabólico!

A suposta “inocência sábia” realmente revela uma idéia simples que vem sendo proclamada desde o início dos tempos, até mesmo lá no Éden pelo próprio Satanás: que as forças dos homens serão iguais às de Deus! Note que o “menino” não conclama a humanidade a se unir em torno de Deus, porém faz um chamado à rebelião da raça humana. É posto como “dever” o ensino de uma canção (que não é o evangelho!) onde todos devem por sua fé. Ora, mas se nossa fé não estiver posta onde a Bíblia recomenda, onde estará ela?

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus.” (Marcos 11:22)

“Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós.” (Atos 3:16)

“E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” (Atos 26:15-18)

“Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.” (Romanos 3:21-22)

Existem muitas outras citações bíblicas sobre onde devemos depositar nossa fé, mas basta que saibamos que definitivamente não será através da força de uma canção de rebeldia, força esta conseguida através da união de todos os homens, que alcançaremos Deus. Isto me parece mais um prenúncio da globalização... um tipo de invocação para que construamos uma segunda torre de Babel.

Veja que a partir daí começa a ser formado um exército. Inicialmente chamado de “batalhão de paz”... mas que tipo de paz é esse? Deve ser a paz da tolerância, do ecumenismo... certamente é a paz citada em I Tessalonicenses 5:3 (“Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.”). Impressiona-me a ousadia desses “meninos” que chegam trazendo a paz, pois o próprio Jesus Cristo afirmou:

“Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.” (Mateus 10:34-39)

Vejam que também está nessa passagem uma referência ao amor sendo aplicado de maneiras incorretas. Não bastasse a imagem de milhares e milhões invadindo ruas, campos e cidades (o que já me preocupa bastante), o fato de que estavam “espalhando amor aos corações” não significa absolutamente nada! A palavra “amor” é uma das bandeiras ostentadas nos patamares mais altos da Nova Era Mundial, pois quando não dizemos qual o objeto desse amor, ocultamos nossas reais intenções. Esse amor pode ser pelo dinheiro, pela carnalidade. Veja:

“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (...) Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:21; 24)

Sejamos sinceros: esses meninos estão mais para aqueles espíritos chamados na macumba de “êres” do que para anjos... aliás, convenhamos, o próprio título da canção já revela a intenção de seus autores: uma conclamação universal à guerra! E essa guerra, como é indicada ao longo de toda a canção, é contra o próprio Deus através da rebelião humana. Isso tudo é disfarçado com vozes de criança cantando “lalalala”... e as pessoas engolem isca, linha, vara e anzol!

As aspirações do autor culminam com uma suposta resposta de Deus, mas ele sequer tem coragem de seguir adiante em sua descrição... isso porque o que está descrito aqui é o aparecimento do anticristo. As profecias bíblicas não falam de Deus aparecendo para uma “festa popular geral” da humanidade, porém as características do final dessa música se enquadram perfeitamente ao texto de II Tessalonicenses 2:3-4, vejam:

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”

Vejam que o “deus” dessa canção não chega a descer do céu, manifestando-se apenas como uma imensa luz... coisa completamente “fácil” para Satanás, conforme descrito no texto já citado anteriormente de II Coríntios 11:14.

Concluo citando que Roberto Carlos, de algum tempo para cá, parece estar seguindo o Zoroastrismo, pois só se apresenta completamente vestido de branco. Diz-se devoto do catolicismo e de Maria, mas foi consultar o espiritismo para se comunicar com sua esposa morta.

Meu objetivo não é estudar a vida errante desse homem, mas espero que procurem saber melhor as coisas que esse “rei” tem feito. Aliás, quem coroou este rei deve ser a mesma “multidão de pecadores” (poeira) que, tomada de frisson, irá juntar-se à “guerra dos meninos”.

A revelação do anticristo está próxima... você já sabe o que acontecerá contigo? Sugiro que se santifique!

E assim findo minha análise encadeada de três canções populares brasileiras e creio que dei provas mais do que suficientes de que:

A VOZ DO POVO DEFINITIVAMENTE NÃO É A VOZ DE DEUS!


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