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DROGAS, DEMÔNIOS E ILUSÕES

A SURPREENDENTE SAGA DA DRA. REBECCA BROWN E ELAINE

A maior parte do texto encontrado neste estudo foi traduzido do site Watch the Tower.

ESTE TEXTO FOI DIVIDIDO EM 4 PARTES:


1ª PARTE

2ª PARTE

3ª PARTE

4ª PARTE


INTRODUÇÃO (POR TEÓPHILO)

A história de minha vida com Deus não é algo muito estável… ou melhor: Deus sempre cuidou de mim! Eu é que cometi diversas falhas (das quais me arrependi e busquei perdão em Deus através de Jesus Cristo). Digo isto porque não pretendo enganar ninguém com uma imagem de “super santo” ou de perfeição sobre-humana: tudo o que sou hoje devo à Graça e à Vontade Soberana de Deus em minha vida.

A cada vez que o Espírito Santo propõe um texto em meu coração eu busco ao Pai em oração, para que eu não esteja apresentando simplesmente minhas inúteis e humanas idéias, mas que Ele me ampare na verdade que há em Sua palavra.

Não posso mentir e não nego que o início de meu ministério (… quando ainda não era um ministério!) sofreu alguma influência dos livros de Rebecca Brown. Admito que eu lia e ficava impressionado… porque não dizer: até mesmo amedrontado! Os relatos sobrenaturais fantásticos dessa mulher são realmente emocionantes e impressionantes… porém eu, nessa época, ainda não tinha o hábito dos bereanos: confirmar tudo o que foi dito com a veracidade da palavra de Deus.

Passado pouco mais de um ano de meu primeiro (porém intenso) contato com tais livros alarmantes, Deus mudou muitas coisas em meu entendimento. Aqueles que têm a paciência para ler meus textos podem acompanhar minha “evolução” na compreensão da palavra da verdade através de meus vários estudos e análises, além dos textos de outros autores que busco indicar: para que, afinal, serve o famoso “Óleo de Unção”? “Amarrar” demônios tem suporte bíblico?… esses são alguns dos temas que vão conflitar diretamente com as doutrinas apresentadas por esta senhora.

Diante de tantos pontos questionáveis, decidi reavaliar as obras de Rebecca Brown. Busquei análises feitas por outros cristãos e acabei encontrando mais do que eu esperava: Paul Blizzard, um ex-testemunha de Jeová convertido ao Senhor em 1982 (leia seu testemunho, em inglês, aqui) fez uma profunda pesquisa sobre a verdadeira vida de Ruth Bailey (esse é o verdadeiro nome da senhora Rebecca Brown), de Edna Elaine Moses (a “ex-bruxa” Elaine) e, num segundo texto (cuja tradução disponibilizarei em breve), também de Daniel Yoder.

Antes de me dedicar a esta tradução, procurei ler os outros textos de Paul Blizzard (… afinal, não gostaria de divulgar mais mentiras além das que serão reveladas nesta análise) e encontrei textos equilibrados e pertinentes. Diante de tais indicações positivas, decidi trazer para o português as chocantes revelações sobre a verdadeira vida e carreira de Ruth Bailey… a tão controversa “Rebecca”. Caso queira ler o texto original (em inglês), sinta-se a vontade para clicar aqui.

Um outro motivo que me levou a executar tal tarefa foi saber que muitos pastores proíbem as obras dessa senhora aos membros de suas igrejas e não dão maiores informações… isso acaba aguçando ainda mais a curiosidade de alguns. Pois bem: esta análise, baseada principalmente nos livros “Prepare-se Para a Guerra” e “Ele Veio Para Libertar os Cativos”, vai esclarecer que estes pastores têm total razão em proibir estas obras divulgadoras de engano.

Alguns podem alegar que são válidas as referências sobre o catolicismo, as tatuagens… e mais alguns outros pontos onde até pode haver alguma coerência. A estes eu prefiro responder citando minha amada palavra de Deus:

“Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal.” (I Tessalonicenses 5:20-22)

Sobre as profecias eu já falei, agora só falta destacar que a ordem dada foi para que evitemos até mesmo a “simples” aparência do mal… quanto mais o mal comprovado!

Não posso deixar de agradecer o valioso auxílio que recebi de minha amada "Oma" Mary Schultze, que deu importantes “toques” na tradução.

Preferi não alterar os erros de concordância contidos nas transcrições dos livros para provar que, além de adulterar o conteúdo do texto original (talvez para “suavizar” a obra e vender mais…), as editoras “gospel” em nosso país nem se dão ao trabalho de revisar com atenção o material que põem no mercado. Aliás, a própria Rebecca é a primeira a dar o exemplo ao escrever obras repletas de informações falsas no claro intuito lucrar. Se tudo isso não for ganância, não sei mais o que pode ser…

“Como a perdiz, que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias as deixará, e no seu fim será um insensato.” (Jeremias 17:11)

“Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (I Timóteo 6:9-10)

1ª PARTE

Histórias sobre um matrimônio com o diabo; hospitais e prefeituras governados por adoradores de Satanás, um acampamento nos bosques para bruxas e a guerra solitária de uma mulher contra as forças do mal são apenas um pouco de tudo contado por uma autoproclamada ex-bruxa e uma médica que afirma tê-la libertado do demônio.

Rebecca Brown e Elaine (sem sobrenome mesmo) contaram sua história a Jack Chick, cuja companhia (Chick Publications) editou em duas fitas cassete, Closet Witches (Bruxas de Armário) 1 e 2, e dois livros, “Ele Veio Para Libertar Os Cativos” e “Prepare-se para a Guerra”. Rebecca e Elaine também tiveram oportunidade de promover sua mensagem no popular programa de entrevistas “Geraldo”, em 1987.

A “Chick Publications”, conhecida principalmente como editora de panfletos evangelísticos, ganhou notoriedade por publicar histórias sensacionais, notavelmente as de John Todd (que afirma possuir conhecimentos sobre uma sociedade oculta e conspirativa chamado “Os Illuminati”) e Alberto Rivera (que garante ter sido padre Jesuítico um dia e ter testemunhado todos os tipos de atividades pecaminosas e conspirações da ICAR [1]).

A “Chick” está acostumada com controvérsias, mas considera qualquer um que discorde das afirmações em suas publicações como um inimigo espiritual. Na fita “Bruxas de Armário 2” diz que “acho que os ouvintes deveriam prestar atenção naqueles que, nos círculos Cristãos, irão atacar Rebecca e Elaine para destruir sua credibilidade e a mensagem nesta fita. É mais do que provável que estes atacantes possam ser satanistas ou bruxas, que fingem ser crentes em Cristo, e isso será muito, muito interessante de assistir”.

Espera-se que os leitores e ouvintes da história acreditem principalmente nas duas mulheres: Rebecca Brown e Elaine. Compreendemos que as informações aqui contidas são impressionantes e estarão tocando numa ferida daqueles crentes que estão mais envolvidos com tais obras. Esta não é uma tentativa de revolver o passado, mas sim de expor a verdade sobre tais professoras alarmistas.

A HISTÓRIA DE ELAINE

Elaine diz que nasceu com uma fenda palatina que necessitou de reparo cirúrgico. Sua família não pôde arcar com os custos da cirurgia. Então uma amiga falou para a mãe de Elaine que o procedimento poderia ser executado em troca de nada além de uma pequena quantidade do sangue do bebê: segundo Elaine, foi dito a sua mãe que o sangue seria para uso experimental. Porém o sangue foi usado em uma cerimônia na qual ela foi vendida a Satanás.

Elaine prossegue contando os eventos que a conduziram ao envolvimento mais profundo com a feitiçaria e o satanismo. Descreve sua ascensão ao poder no satanismo após ser iniciada no serviço de Satanás em um acampamento de bruxas. Lá ela assinou seu nome em sangue e iniciou a escalada do poder na feitiçaria. Ela relata seu desenvolvimento até que, numa competição nacional de bruxas, ela sobrepujou todos as suas colegas e foi nomeada sacerdotisa superior. Elaine conta:

“Colocaram-me uma coroa de ouro sobre minha cabeça e meus companheiros na seita se inclinaram e me prestaram homenagens. Fui tratada igual a uma rainha pelo restante da estadia. Deram-me belíssimas roupas, quaisquer que quisesse, banharam-me, pentearam os meus cabelos e me calçaram. Nas festas eu estava sempre acompanhada de um homem elegante que era também meu guarda-costas… meu acompanhante sempre experimentava a minha comida para assegurar-me de que não estivesse envenenada” [2].

Isso não era tudo, Elaine diz que se casou com o próprio Satanás, que vestiu um smoking branco e alugou uma igreja presbiteriana para a cerimônia. Após o matrimônio, os recém casados foram levados de limusine para o aeroporto, onde embarcaram no luxuoso jato particular de Satanás. Elaine diz que no caminho para sua “lua de mel assombrada” em uma mansão na Califórnia, Satanás experimentou vinhos caros e champanhes [3].

Elaine diz que se tornou “uma representante de Satanás a nível mundial”, viajando ao redor do mundo para se encontrar com chefes de estado e líderes estrangeiros para negociar a venda de armas. Ela foi possessa por um demônio chamado “Mann-Chan” e falou idiomas estrangeiros fluentemente [4].

Elaine liga o Papa católico romano à rede de ocultismo mundial que ela diz ter liderado: “… mas o Papa sabia muito bem que eu era. Trabalhávamos em parceria íntima com os católicos (principalmente os Jesuítas), bem como os maçons de altos graus” [4].

“AQUELA DOUTORA DEVE SER MORTA”

Então veio uma tarefa que mudaria sua vida, diz Elaine. Satanás lhe contou que “no seu hospital “especial” havia uma médica que se julgava muito esperta. Ela não só se atrevera a “pregar e orar”, como também a intervir no trabalho das bruxas naquela instituição”. Elaine diz que Satanás “ordenou-me a organizar um esforço nacional, com todas as bruxas mais poderosas, na intenção de destruí-la. Não se importava como o fizemos, mas ela deveria ser morta o mais rápido possível” [5].

A jovem doutora era Rebecca Brown, uma residente. Elaine recebeu sua tarefa e foi trabalhar. No entanto, Elaine diz:

“… constatei que nas vezes em que fazia encantamentos direcionados à médica, os demônios voltaram incapazes de completar o trabalho” [6].

Elaine conta como sua dificuldade para destruir Rebecca espiritualmente se transformou em uma derrota para Satanás. Por causa de tais incidentes e outros eventos, Elaine tornou-se uma cristã. Satanás estava bravo e Elaine conta:

“A primeira atitude deles (Mann-Chan e os outros demônios) foi ir diretamente a Satã e dizer o que eu havia feito. Então, como dizem, a coisa ficou feia”. Ela ainda diz: “Ao chegar em casa, na mesma noite, ele (Satanás) veio falar comigo. Agora, entretanto, tudo era diferente: antes, normalmente, ele teria se aproximado, posto as mãos sobre meus ombros ou me abraçado, mas, ao contrário, ficou a uma certa distância e pude notar que havia muitos demônios poderosos com ele. Mas, mesmo assim, estes se mantiveram à distância, Satã parecia louco. Gritou para mim: “Que diabos você pensa que está fazendo”? “Estou te deixando”, respondi” [7].

Isso resultou em uma acalorada discussão e Elaine ordenou que ele partisse. Ela diz:

“Nas duas semanas que se seguiram, suponho que ele tenha me visitado umas vinte vezes. Em algumas usava o charme, tentando ser um amante, mas sempre furioso. Tentou persuadir-me…” [8].

O ENCONTRO DE REBECCA E ELAINE

O próximo passo de Satanás era tornar Elaine doente e levá-la “àquele hospital” em particular, onde ela foi posta sob os cuidados de Rebecca. Elaine tem sua narrativa confirmada por Rebecca. Rebecca diz que Deus revelou que Elaine ainda tinha centenas de demônios e necessitava de libertação:

“Levei o problema ao Senhor, em oração. Ele disse que queria que eu levasse Elaine para morar comigo já que ela não possuía fé o suficiente para suportar tudo sozinha. Além disso estava divorciada há muitos anos [9] e não possuía amigos íntimos” [10].

Se até mesmo o hospital estava sob controle dos satanistas, Rebecca diz que ela e Elaine eram alvos da “Irmandade” (a saber: um grupo das pessoas por que são diretamente controladas por Satanás e o adoram).

Rebecca prossegue contando sobre Deus fazendo muitas alianças e revelações audíveis para ela. As descrições são vívidas e detalhadas.

Em uma descrição, Deus envia um anjo para matar Elaine após ela haver se tornado cristã. Rebecca relata seu encontro com “uma figura luminosa de vestes brancas… empunhando uma espada. Ele era alto, muito alto. Sua cabeça quase tocava o teto do aposento. Ele irradiava poder, e sua expressão era ameaçadora. Sua pele era bronzeada, e a espada na sua mão parecia ser de pura luz branca” [11].

E qual foi a mensagem dele? Rebecca conta:

“Eu fui enviado por Deus Pai, para matar esta que é tão rebelde e desobediente. Ela irou a Deus” [11].

E por que Deus havia enviado um anjo para matar Elaine? Rebecca explica:

“Ele (Deus) tinha pedido a Elaine para fazer uma aliança com ele, que as protegeria de um ataque que viria dos satanistas locais. Elaine tinha se recusado a fazê-lo, insistindo teimosamente que ela iria lutar e proteger a ambas” [12].

Logo, Rebecca está dizendo que Deus havia enviado um anjo para matar alguém que não quis fazer uma aliança com Ele para proteger-se de ser morta.

Rebecca diz que ela “lançou-se sobre sua face ao chão…” e suplicou ao “Pai” que poupasse a vida de Elaine: “…faça que a tua ira recaia sobre mim ao invés de sobre Elaine”, ela clamou. O irado “Pai” atendeu sua petição: “O anjo colocou a espada na bainha. “Levante-se, mulher” – ele disse – “Sua petição foi ouvida e concedida” – Então ele desapareceu” [13].

TEOLOGIA ESTRANHA

Em “Closet Witches 2” Rebecca descreve algo chamado “argumentar com Deus” (counter petitioning God), onde ela advoga (discute) com Deus para que Ele não permita Satanás causar danos a outros cristãos. Ela aparentemente antevê os planos de Satanás e então pede a Deus que não os deixe ter sucesso.

Rebecca também detalha algumas visões não ortodoxas do caráter de Deus Pai e Jesus Cristo, o Filho. Em “Prepare-se para a Guerra”, Rebecca descreve um diálogo que teve com Jesus:

“Subitamente, aquela doce voz do Senhor falou comigo novamente, dizendo:

– Converse comigo, filha.

– Eu não posso conversar contigo, Senhor, eu não sinto nada diferente de antes, e tudo que o Senhor faz é ficar bravo comigo!

– Mas eu não estou bravo com você, eu nunca estive. Veja, eu, Jesus, sei como você sente porque eu experimentei a fraqueza. O pai nunca experimentou a fraqueza, e assim Ele usualmente fica bravo quando o Seu povo está fraco” [14].

Como o objetivo deste artigo não é uma tentativa de refutar todas as imperfeitas noções extra-bíblicas da teologia de Brown, estes são dois notórios exemplos do que está sendo divulgado.

“ALIANÇAS” E “COMBATE”

Rebecca prossegue contando que Deus quis fazer outra aliança para que ela se envolvesse no ministério de “libertação”. Rebecca diz :

“Os termos desse pacto eram como se segue: primeiro, eu deveria entregar a minha vida a Deus para ser usada da forma que ele quisesse para combater diretamente Satanás e seus demônios. Em segundo lugar, eu deveria compreender que tal compromisso traria um preço muito alto. Eu acabaria por perder minha carreira, minha família, todos os meus amigos e quase tudo que eu considerava precioso” [15].

Ela sentia que se não fizesse essa aliança com Deus iria perder o seu relacionamento com o Senhor [15].

Rebecca diz que aceitou a tarefa. Elaine uniu-se a ela, recém saída do exorcismo de oito semanas para retirar Mann-Chan e centenas de outros demônios. Juntas, elas se uniram a Deus para lutar contra Satanás. Rebecca diz:

“Primeiro, eu usara o poder de Jesus Cristo para barrar os efeitos da bruxaria em um dos hospitais preferidos de Satã (onde os bruxos eram os doutores e enfermeiras da equipe do hospital e faziam os pacientes ficarem mais doentes). Depois o Senhor colocou-me em uma batalha que fez Satanás perder uma das suas noivas que ostentava o título máximo – foi uma grande perda para seu reino” [16].

Rebecca diz que Satanás lançou um contra-ataque, ameaçando fazer sacrifícios humanos com Rebecca e Elaine. Porém, a proteção de Deus prevaleceu e, segundo Rebecca:

“Ele queria que eu continuasse na medicina interna e abrisse uma clínica particular, para que eu tivesse uma clientela numerosa. Isso se fazia necessário para que Ele pudesse trazer as pessoas para que eu ministrasse sobre elas e, de modo especial, os membros da seita” [17].

Rebecca diz:

“abri um consultório médico numa pequena cidade a cerca de cem quilômetros de distância da cidade na qual Elaine foi iniciada no Satanismo… tive o privilégio de retirar cerca de mil pessoas do Satanismo… cada centavo que eu conseguia com o meu trabalho era gasto para ajudar essas pessoas com comida, roupas, transporte para fora do estado, cuidados médicos e assim por diante” [18].

Rebecca e Elaine continuam contando os seus encontros com Satanás, seus demônios, satanistas e bruxas… feitiços e contra-feitiços sendo disparados a ponto delas terem sua casa amaldiçoada. Rebecca diz:

“O Senhor permitiu que os satanistas fossem instrumento para a morte de minha mãe” [19].

Um golpe final fez com que tivessem de correr para salvar suas vidas. Rebecca diz:

“Satanás lançou um de seus últimos ataques contra nosso ministério naquela localidade. Os satanistas vieram e, numa noite, enquanto eu e Elaine estivemos fora de casa por duas horas, destruíram tudo o que nós tínhamos. Eles destruíram a machadadas tudo em minha casa, matando até mesmo nossos preciosos animais de estimação. Eles destruíram também o meu escritório e tudo que tínhamos ali. Elaine e eu escapamos com vida e com as roupas do corpo, e só. O ataque de Satanás foi tão bem planejado que todos se viraram contra nós ao mesmo tempo… Não tivemos escolha senão fugir para um outro estado do país” [20].

A próxima parada delas, conforme a narrativa, foi na “Chick Publications”, onde contaram toda essa história.

QUEM SÃO ESTAS MULHERES?

A resposta dessa pergunta é o coração de qualquer investigação sobre as afirmações e todos os livros publicados sobre elas. Achar as respostas não foi fácil. Para aqueles que tentaram entrevistá-las, elas foram bastante evasivas. Por exemplo, o autor Jerry Johnson, em seu livro “Edge of Evil” (Fronteira do Mal), declara que Rebecca não permitiria que Elaine fosse entrevistada sobre a missa negra, dizendo que isto seria muito duro para ela e que levaria semanas para ela se recuperar [21].

Um olhar profundo no passado de Rebecca também é difícil. Para começar, deve-se saber que ela nem sempre foi “Rebecca Brown, M.D.”. Ela mudou seu nome, “Ruth Irene Bailey, M.D.”, em uma petição ao Tribunal Superior da Califórnia, no município de San Bernardino, datada de 11 de fevereiro de 1986. Ruth Irene Bailey, de Apple Valley (na Califórnia), junto a seu advogado, Robert Salisbury, de Anaheim, pediu uma mudança de nome para “Rebecca Brown��. A razão alegada era: “a solicitante tornou-se mais conhecida pelo nome proposto para ser utilizado como pseudônimo e nome usado em ministério que por seu presente nome” [22].

Considerando que os dois livros de Rebecca foram publicados em 1986 e 1987, parece improvável que ela tenha se tornado tão extensamente conhecida por seu pseudônimo apenas no segundo mês de 1986. Fazer isso para esconder da “Irmandade”, seria uma futilidade já que essas pessoas poderiam adivinhar tal informação de maneira sobrenatural… ainda que nem tivessem lido isso no Diário de Imprensa de San Bernardino, um jornal de grande circulação no qual o assunto foi publicado semanalmente, durante quatro semanas, antes da data fixada para a audiência da petição. A mudança de nome foi então oficialmente registrada em 25 de abril de 1986.

Rebecca tinha suas razões para mudar de nome, porém não por causa da notoriedade que ela havia adquirido com seu nome novo, mas da fama que ela havia alcançado com o antigo…

DE MÉDICA A FANÁTICA

Ruth Irene Bailey nasceu em Shelbyville (Indianápolis), para Ebner e Lois Bailey, no dia 21 de maio de 1948. Ela foi criada em Indianápolis, concluiu o segundo grau e então conquistou o conceito A+ em enfermagem na IUPUI (Universidade de Indiana – Universidade de Purdue em Indianápolis) em maio de 1968 [23]. Ela trabalhou então como enfermeira durante sete anos [24] (na fita “Closet Witches 1” ela diz que foi enfermeira por 10 anos). Ela ingressou na Universidade Purdue, em Indianápolis, em setembro de 1976 [25], transferindo-se então para a Escola de Medicina da Universidade de Indianápolis. Recebeu o seu Doutorado em Medicina no dia 30 de abril de 1979 [26].

Ela mudou-se então para Muncie, Indiana, para iniciar seu estágio e residência no Ball Memorial Hospital. Este é o “hospital” ao qual ela se refere repetidamente em seus livros e fitas como “um dos hospitais preferidos de Satã” [16]. Ruth começou seu estágio com boas recomendações: de sua escola e dois médicos respeitáveis – Doutor Cavins e Doutor Steel, de Indianápolis. No entanto, parece que logo no início de seu estágio ela desenvolveu uma obsessão com demônios e libertação.

Um porta-voz do Ball Memorial Hospital, Dr. John Cullison, diretor de educação médica, contou ao jornal “Notícias de Indianápolis” que “A Doutora Bailey proveu excelentes cuidados nos dois primeiros anos após unir-se ao pessoal residente do hospital, em 1979. Entretanto comecei a receber relatórios de que ela estava exorcizando demônios na unidade de tratamento intensivo – ele disse – e eu pedi que ela partisse” [27].

Durante seu estágio e residência no hospital, o comportamento de Ruth tornou-se mais bizarro: ela começou a usar velas nos quartos durante os exorcismos [28]. Muitas vezes ela falou a seus pacientes que ela era “escolhida” por Deus como a única médica capaz de diagnosticar certas doenças e sintomas que os outros médicos não poderiam. Ela crê que outros médicos, inclusive os médicos do Ball Memorial Hospital, em Muncie (Indiana) e do Centro Médico St. John, em Anderson (também em Indiana), eram, na realidade, demônios, diabos e outros espíritos malévolos encarnados [29]. Ninguém do hospital poderia comentar sobre estes relatórios por serem registros confidenciais, mas os representantes do hospital ajudaram a refutar muitas de suas acusações.

Por exemplo, em “Closet Witches 1” ela diz: “Eu sempre tinha a capela só para mim porque ninguém nunca a havia usado”. Uma visita ao Ball Memorial Hospital indicou que a capela era bem utilizada e que havia Bíblias disponíveis.

Ela disse que “passados os seis meses que trabalhava no hospital, a administração recolhera dos quartos todos os novos testamentos (Bíblias dos Gideões) [24]. Um representante do hospital negou esta afirmação e podem ser vistas as Bíblias dos Gideões nos salões de entrada e áreas de espera do hospital.

Ela também diz: “aos ministros não seria permitido visitar na companhia de outros que não fossem os seus próprios paroquianos. E, se tentassem evangelizar outros pacientes, seriam escoltados pela segurança e advertidos a não retornarem mais. O serviço de capelania não era permitido. Na realidade, parecia haver um esforço no sentido de banir qualquer menção ao cristianismo dentro do hospital” [24].

Muitos hospitais grandes têm políticas de proteger seus pacientes de ministros ou exorcistas / curandeiros que tentem entrar nos quartos para expulsar demônios ou aplicar técnicas curativas. Sobre a proibição do serviço de capelania, o Ball Memorial não tem um capelão residente, mas tem instalações para cuidados e aconselhamentos pastorais.

O comportamento de Ruth ficou ainda mais estranho e sua obsessão com demônios agravou seu estado mental. Mais tarde, o Conselho de Licenciamento Médico registrou que ela “declarou em diversas ocasiões que possuía a capacidade de “compartilhar” das doenças de seus pacientes ao lutar contra demônios, diabos e outros espíritos do mal que supostamente estariam causando as várias doenças e condições” [30].

Ruth e Elaine se encontraram no Ball Memorial e finalmente começaram a viver juntas. Contudo, a história real do encontro e relacionamento delas guarda pouca semelhança com a história contada e promovida por Jack Chick.

A SACERDOTISA SUPERIOR ELAINE

“Edna Elaine Moses” nasceu “Edna Elaine Knost”, na sonolenta cidade de New Castle, Indiana. Em 1986 ela retornou legalmente a seu nome de solteira [31]. Elaine nasceu com uma fenda palatina que deixou sua face um tanto desfigurada. Ela conta a Chick, em “Closet Witches 1”: “Eu odiava as pessoas, fui muito maltratada em casa e também fui bastante maltratada na escola: quando se é criança, nada é pior que uma criança da mesma idade para te ferir mais profundamente e tornar a tua vida miserável… e foi assim comigo por causa de minhas deformidades” [32]. Parece que Elaine ainda carrega algumas de suas cicatrizes psicológicas por causa da sua deformidade e dos aborrecimentos que suportou por causa disto.

Entrevistas com familiares de Elaine revelaram-na vivendo uma vida permeada de mentiras e armações. Eles expressaram pouca surpresa com suas fábulas selvagens, divulgadas nos livros de Rebecca. Os exageros de Elaine provaram ser, muitas vezes, um embaraço para os membros de sua família, evidenciando que ela faria quase qualquer coisa que receber atenção. Por exemplo, um método muito utilizado por Elaine era fingir ter ataques apopléticos em locais públicos.

Um registro médico diz que a Elaine apresentava uma “desordem de personalidade mista”, e “é de confiança questionável” [33]. Isso fica evidente quando se compara o testemunho de Elaine contado em fita de cassete com a versão apresentada no livro e, então, podemos observar cuidadosamente a história que ela e Rebecca contaram.

Por exemplo, Elaine conta a Chick que “na adolescência constatei uma enorme habilidade para influenciar outros e fazê-los agirem de acordo com minha vontade. A minha força física era incomum” [34]. Na fita “Closet Witches 1”, Elaine diz que se valeu de tal força na escola secundária, quando atacou um jogador de futebol americano que a ofendeu no corredor da escola: “… havia um jogador de futebol americano, que pesava uns 120 kg… avancei sobre ele, derrubei-o e comecei a esmurrá-lo. Bati tanto em sua face que foi necessária uma cirurgia para consertar: quebrei seu nariz, sua mandíbula e arrebentei seus dentes. Foram necessários oito professores para me separar daquele menino. Eu o teria matado”. Chick então pergunta: “Elaine, qual sua altura naquela época”? Elaine responde: “Oh, eu só pesava uns 43 kg… Eu media em torno de 1,62m”.

Em “Ele Veio Para Libertar Os Cativos”, ela conta a história novamente, reduzindo o número de professores a cinco, mudando o peso do menino para uns 100 kg, seu próprio peso para 50 kg e os danos para o nariz, o queixo e inúmeros ossos da face quebrados [34].

As discrepâncias entre essas duas versões da história são compreensíveis. Qualquer um que comente sobre um evento que ocorreu anos atrás poderia mudar tais detalhes ligeiramente a cada repetição. O que é significativo nesta história é que uma entrevista com vários colegas da escola secundária de Elaine, inclusive jogadores do time de futebol americano, negou o incidente conforme descrito por Elaine. Isso nunca aconteceu – não importa em qual versão a pessoa tente crer.

2ª PARTE

PERITAS?

Jack Chick, em “Closet Witches 1” diz: “Estas duas senhoras são peritas no mundo do oculto”. Elaine diz que era uma bruxa treinada que se casou com Satanás. Ao contar suas histórias para Chick, Elaine e Rebecca referem-se a satanistas como bruxas e vice-versa. Contudo, qualquer um com o mínimo conhecimento sobre o oculto sabe que feitiçaria e satanismo não são a mesma coisa, nem mesmo sendo compatíveis.

A ex-bruxa Tom Sanguinet declarou (na edição de outubro-dezembro de 1983 do boletim informativo Personal Freedom Outreach) que: “não há realmente uma conexão entre feitiçaria e satanismo. É apenas nesse neo-sistema do oculto que feitiçaria e satanismo chegaram a esta combinação. Os satanistas sempre adoraram às entidades negativas ou deidades – o templo de Seth no Egito antigo, por exemplo. As bruxas não temem Deus e muito menos acreditam em Satanás”.

A ex-ocultista Johanna Michaelsen concorda com esta distinção. Na página 316 de seu livro, Like Lambs to the Slaughter (Como Ovelhas para o Matadouro), declara: “Não há nenhum modo mais rápido ou mais eficiente para enfurecer uma bruxa comum do que acusá-la de adoração ao diabo. Sua literatura e suas conferências estão cheias de argumentos e/ou pedidos para que as pessoas deixem de confundi-las com os adoradores de Satanás”.

Elaine descreve um “acampamento” onde ela foi iniciada em feitiçaria e satanismo. Ela descreve este “acampamento” com riqueza de detalhes:

“Eu, pessoalmente, acabei dentro de uma dessas seitas quando fui ao acampamento naquele verão. Ficara bastante excitada. Excitação essa, que se perde à proporção do que se vê, sente e escuta. Levaram-me, primeiramente, a um salão [35] onde ficamos a fim de que eu me sentisse a vontade. O acampamento possuía muitas instalações: museus bibliotecas, lugares em que eram praticados a quiromancia, o hipnotismo, a leitura do tarô e das cartas e o vodu. Alguns adeptos viviam lá o ano todo, enquanto outros não. Era nesse lugar que a seita funcionava oficialmente sem o conhecimento do público” [36].

Baseado na descrição do acampamento e suas locações feita por Elaine, provavelmente ela está se referindo a um acampamento espiritualista conhecido como Acampamento Chesterfield (Sociedade de Espiritualistas de Indiana), na cidade de Chesterfield, Indiana. O acampamento fundado em 1886 por Dr. J.W. Westerfield [37].

Assim como feitiçaria e satanismo, espiritualismo é uma prática distinta a não deve ser confundida com as outras. Chick chama Elaine e Rebecca de “peritas” no oculto, mas um perito não confundiria estas três religiões. Espiritualistas não são feiticeiros e bruxas. Espiritualismo mistura cristianismo, espiritismo e ultimamente assumiu a terminologia da “Nova Era”. Isso não significa cristianismo algum, mas também não é feitiçaria nem satanismo.

Uma viagem ao Acampamento Chesterfield revelou que ele não é nada como Elaine descreve. Não há nenhum dormitório, como recordou Elaine, mas há dois motéis que se parecem com dormitórios para um estranho que dirija pelo acampamento. Nenhum funcionário entrevistado poderia se lembrar de alguma “Edna Elaine Moses” ou alguma “Edna Elaine Knost”, mas todos estavam familiarizados com o tipo de histórias contado sobre seu acampamento.

Elaine diz que assinou o seu nome em sangue e se tornou parte da “Irmandade” neste acampamento. Ela não conta sua idade na época, mas diz que tudo ocorreu durante o verão: “como estávamos de férias escolares, não tendo mais o que fazer, decidi ir” [38]. Isto situa tal evento em algum momento de sua mocidade, provavelmente na adolescência. De forma interessante, a legenda próxima ao seu retrato de formatura, no anuário da escola secundária em 1965, menciona que ela era a sócia do Clube da Bíblia em sua escola [39].

OUTRO MATRIMÔNIO FRACASSADO

Jack Chick, nos livros e fitas sobre Elaine e Rebecca, encobre o casamento e o divórcio terrestres de Elaine. Rebecca diz: “… ele (Deus) disse que queria que eu levasse Elaine para morar comigo, já que ela não possuía fé suficiente para suportar tudo sozinha. Além disso, estava divorciada a muitos anos e não possuía amigos” [40].

Igualmente na fita “Closet Witches 1”, Rebecca afirma: “… O Pai foi rápido para me responder. Ele mandou que eu pegasse Elaine e a levasse para casa conosco, porque ela se suicidaria para evitar cair nas mãos dos satanistas, pois sua fé ainda não era forte o bastante. O marido dela a havia abandonado… Ele permanecera na irmandade”.

A história de Elaine e Rebecca situa o primeiro encontro delas no Ball Memorial Hospital, em torno de 1980. Pesquisas nos registros do tribunal do Condado de Henry (Indiana) mostram que Edna Elaine Knost casou-se em 18 de dezembro de 1966, pelo ministro da Igreja de Foursquare em New Castle (Indiana) [41] e que dois meses e meio depois, seu marido preencheu o pedido de divórcio, alegando que ela o tratava “de uma maneira cruel e desumana e que, por causa de tal tratamento recebido, tornou-se impossível as partes citadas viverem juntas como marido e mulher” [42].

Então, a evidência dos documentos mostra que o matrimônio foi dissolvido em 1967, uns 13 anos antes do que é dito no livro e na fita de cassete. Logo após separar-se do marido, Elaine voltou a viver com sua mãe e seu padrasto. Ela permaneceu em New Castle até o final dos anos 70, trabalhando em vários empregos, inclusive como garçonete em um restaurante drive-in e atendente de lava-carros. Também, durante este tempo, Elaine esteve continuamente entrando e saindo de hospitais na área de New Castle para diversas cirurgias [43].

Um pouco de direção pareceu entrar na vida de Elaine quando ela recebeu treinamento e foi autorizada pelo Estado de Indiana a atuar como uma Enfermeira Prática (LPN – Licensed Pratical Nurse), o que permitiu ser contratada por casas de repouso locais.

Dessa forma pode-se concluir (através de uma cronologia definida e “verificável”) que as afirmações de Elaine sobre ter sido “um dos representantes do diabo a nível mundial”, reunindo-se com “vários representantes de governos estrangeiros” que iam até ela “solicitando dinheiro para a compra de armas” e, conforme também diz ela: “estive em Meca, Israel, Egito e também fui ao Vaticano, em Roma, onde inclusive, tive uma entrevista pessoal com o Papa. O propósito de minhas viagens era coordenar os programas de Satanás com os outros satanistas desses países”, “acabei conhecendo as estrelas mais famosas do Rock e todas elas assinavam pactos com Satanás em troca de fama e fortuna”… é tudo absolutamente fictício [44]! Os fatos demonstram uma vida claramente oposta à notoriedade que ela alega.

Os livros de Rebecca mencionam a “pressão” feita sobre ela, no intuito de parar seu “ministério” que expunha os satanistas e bruxas do hospital e das comunidades circunvizinhas. Rebecca diz: “Eu soube que o prefeito daquela cidade, o chefe de polícia, assim como muitos dos policiais também eram satanistas… então eu não poderia ir à polícia pedir ajuda” [45]. “A seita estava furiosa e eles nos deixaram saber de forma segura que eles estavam furiosos. Aconteciam todos os tipos de ameaças” [45]. A verdade é que os funcionários do Ball Memorial Hospital estavam cansados do comportamento bizarro de Rebecca, que tinha evoluído a ponto de incluir ritos de exorcismo nos quartos do hospital, envolvendo o uso de velas e afirmações “de que ela fora escolhida por Deus como a única médica capaz de diagnosticar certas doenças e sintomas” [46]. Finalmente os funcionários pediram que ela deixasse o Ball Memorial Hospital.

Os livros de Rebecca nunca citam sua demissão do Ball Memorial. Rebecca apenas diz: “Depois de concluir minha residência em medicina interna e atendimento clínico, abri um consultório médico numa pequena cidade a cerca de cem quilômetros de distância da cidade na qual Elaine foi iniciada no Satanismo. Durante os três anos seguintes a vida foi intensa” [47].

Evidências mostram que Rebecca realmente montou um consultório médico na cidade de Lapel (Indiana), com apoio financeiro do Hospital St. John, uma instituição católica na cidade vizinha (Anderson) [48].

Isto acrescenta uma interessante reviravolta à história, dado o ódio extensamente conhecido de Chick pela Igreja Católica Romana e qualquer coisa associada a ela. Em “Closet Witches 2”, Chick pergunta à Elaine: “Com o seu passado no ocultismo e na bruxaria, você percebia uma “Trindade do mal” dentro da igreja através de vocês, os satanistas, os Maçons e os católicos… todos trabalhando juntos? Existe algum tipo de harmonia… vocês poderiam se reconhecer mutuamente”?

Elaine responde: “Seguramente, Jack… Nós nos reconhecíamos e podíamos coordenar nossos esforços para trabalhar em sincronia”.

Chick: “Em outras palavras… se fossem eliminar alguém, todos três trabalhariam juntos”?

Elaine: “Sim, certamente! Os católicos e os Maçons e os Satanistas, todos eles usam as mesmas habilidades de ocultismo”.

Em seu livro, “Prepare-se Para A Guerra”, Rebecca dedica um capítulo inteiro à Igreja Católica Romana, chamado “É o Catolicismo Romano Feitiçaria?" [49]. Lá ela declara:

“Todo aquele que não vive no verdadeiro evangelho do Jesus Cristo da Bíblia, não é salvo. Se você não disser a seus amigos católicos esta verdade, mas continuar em uma falsa amizade com eles, então você é um “cúmplice” na maldade do sistema idólatra do Catolicismo Romano… você é um praticante de feitiçaria" [50].

Com base nesta declaração e em virtude da associação de Rebecca com um hospital católico romano, Rebecca então era uma praticante de feitiçaria.

Desde o início de sua estadia em Lapel, Rebecca e Elaine enganaram o público. Uma história de primeira página na edição de 26 de maio de 1982 do jornal “The Lapel Review” disse que Rebecca estava inaugurando seu “Consultório de Clínica Geral” naquela cidade. O artigo abaixo da manchete “Dra. Bayley (sic) abre consultório em Lapel” declarou, “Ela, sua irmã e seus dois assistentes aguardam com ansiedade para se unir a comunidade local" [51]. A partir desta informação e de outras, percebemos que Rebecca e Elaine estavam se fazendo passar por irmãs [52]. Edna Elaine Moses até mesmo pegou o sobrenome de Ruth e se chamou “Elaine Bailey”! Os moradores de Lapel confirmaram que elas sustentavam tal parentesco.

Rebecca afirma: “Fiz muitos contatos durante aquele período e tive o privilégio de retirar cerca de mil pessoas do Satanismo” – isso enquanto trabalhou na cidade de Lapel, morando numa fazenda nas vizinhanças, em Pendleton – “Nós tínhamos uma espécie de “estrada de ferro subterrânea”” [53]. Se suas afirmações forem verdadeiras, ela teria que ter salvo do satanismo uma média de 1,3 pessoas por dia durante os 25 meses (abril de 1982 até maio de 1984) em que ela viveu na área. Qualquer ministro cristão ou obreiro há de concordar que esta seria uma taxa fenomenal.

Mas, assim como ocorreu no Ball Memorial, as circunstâncias ficaram estranhas em torno de Rebecca e Elaine na cidade de Lapel. Primeiro, a versão de Rebecca:

“No fim daquele período a batalha acirrou-se, tornando-se ainda mais intensa. Em sua vontade perfeita, o Senhor permitiu que os satanistas fossem instrumento para a morte de minha mãe. (…) Elaine estava em semi-coma devido a leucemia e ficou totalmente presa a cama por mais de 6 meses. (…) Satanás lançou um de seus últimos ataques contra o nosso ministério naquela localidade. Os satanistas vieram e, numa noite, enquanto eu e Elaine estivemos fora da casa por duas horas, destruíram tudo o que nós tínhamos. Eles destruíram a machadadas tudo em minha casa, matando até mesmo nossos preciosos animais de estimação. Eles destruíram também o meu escritório e tudo o que tínhamos ali. Elaine e eu escapamos com vida e com as roupas do corpo. O ataque de Satanás foi tão bem planejado que todos se viraram contra nós ao mesmo tempo. Nossa igreja achou que nós estávamos servindo o Satanás e recusou-se a nos ajudar. (Meu próprio pai e o resto de minha família voltaram-se contra nós. [54]) A família de Elaine ajudou os satanistas a destruírem tudo o que nós tínhamos. Membros das nossas duas famílias entraram em cena para tentar colocar-nos permanentemente em uma instituição de doentes mentais. Não tivemos escolha senão fugir para um outro estado do país” [55].

Rebecca conclui: “Muitas outras coisas aconteceram, que não tenho espaço para detalhar aqui…” [56].

Evidências documentais apresentam uma história diferente.

Primeiro: não há base alguma para Rebecca dizer que “os satanistas foram instrumentos da morte de sua mãe”. De acordo com a cópia oficial do “Atestado Médico de Óbito do Condado de Marion (Indiana). Departamento de saúde”, Lois M. Bailey morreu em 31 de dezembro de 1982 no Hospital St. Vincent em Indianápolis, de um ataque cardíaco. Ela tinha 75 anos [57]. Rebecca diz que ela tinha 74 anos [58].

INICIANDO UMA INVESTIGAÇÃO ESPECIALIZADA

Outro “detalhe” que Rebecca não menciona são as alegações de que ela abusou de Elaine. Documentos mostram que ela, de fato, abusou de Elaine. Em 17 de outubro de 1983, o oficial Samuel E. Hanna, da Polícia do Condado de Madison (Indiana), recebeu o telefonema de um assistente social do Hospital St. Vincent, em Indianápolis. O motivo da ligação: uma mulher tinha sido internada no hospital com lesões cobrindo seu corpo inteiro. Ela era incoerente, havia recebido uma overdose de drogas e estava quase morrendo. O nome da paciente era Edna Elaine Moses.

Uma investigação preliminar indicou a Dra. Ruth Bailey (Rebecca) como a principal suspeita [59]. O oficial Hanna, um cristão nascido de novo, foi o encarregado de encabeçar as investigações sobre Rebecca. Vários meses de trabalho investigativo se seguiram, envolvendo o escritório do Advogado Geral, a FDEA (Federal Drug Enforcement Administration - Administração Federal de Coação às Drogas), o Hospital St. John, Conselho de Licenciamento Médico e ainda outros órgãos.

Baseado na investigação, o Conselho de Licenciamento Médico de Indiana emitiu uma “Suspensão de Emergência” da licença de Rebecca que a impediu de praticar medicina em Indiana durante 90 dias [60].

Houve mais investigações, foram levados atestados adicionais e uma “Solicitação para Admissões” foi afiançada por Rebecca. Entre outros resultados, as pesquisas revelaram que Rebecca, em menos de seis meses, havia emitido um total de mais de 100 prescrições de Demerol para quatro farmácias diferentes, que autorizavam a compra de 330 frascos da altamente viciadora droga anestésica [61].

A partir dessa descoberta, o Conselho de Licenciamento Médico emitiu uma ordem, registrada em 22 de maio de 1984, prolongando a suspensão de Rebecca por mais 90 dias. A ordem também declarava: “O sujeito em questão (Rebecca) continua representando um perigo claro e imediato à saúde pública e segurança se lhe for permitido continuar praticando a medicina, e que as razões apresentadas neste assunto na ordem de suspensão anterior não mudaram”. A ordem também solicitava a Rebecca para “submeter-se a um exame físico e mental completo à custa do Conselho”.

Antes disso, Rebecca já havia fugido de Lapel. Uma cópia da ordem do Conselho teve que ser remetida a ela através de correspondência registrada, para uma caixa postal em Niles (Michigan), onde ela acusou o recebimento (assinou) em 29 de maio de 1984. A investigação continuou e resultou em uma audiência em setembro de 1984. A edição de 21 de setembro de 1984 do “Indianápolis News” informou que “Ela (Rebecca) não compareceu ontem à audiência referente a seu caso, que durou seis horas. Pela lei, sua falha em comparecer significou que o Estado havia provado sua culpa através da ausência”. O jornal informou também que 19 testemunhas depuseram durante a audiência, muitas das quais “se recusaram a revelar seus atuais endereços, dizendo temer retaliações da Dra. Bailey. Elas disseram que a médica porta uma arma e ameaçou ferir as pessoas, que ela afirma estarem possessas”.

O artigo do jornal ainda informou que “Várias testemunhas disseram ter visto a Dra. Bailey (Rebecca) injetando Demerol e morfina em si mesma, na Sra. Moses (Elaine) e na filha adolescente da Sra. Moses. As testemunhas ainda disseram que foram mantidas disponíveis grandes quantidades de drogas, e a casa de Bailey estava entulhada de agulhas usadas e seringas”.

Mais adiante, uma ex-empregada doméstica da Dra. Bailey testemunhou que a casa estava “imunda” quando ela e sua filha se mudaram. Ela testemunhou: “Eu joguei fora 18 bolsas repletas de lixo… No quarto onde a Dra. Bailey e Sra. Moses dividiam a cama, havia cinzeiros transbordantes, pratos com restos de comida e fezes de animal. A casa estava cheia de livros de demonologia”.

3ª PARTE

O VEREDICTO

A audiência do Conselho de Licenciamento Médico de Indiana foi concluída e uma “Apuração de Fatos, Conclusões de Lei e Ordem” foi publicada. O relatório de oito páginas ordenou a imediata revogação da licença médica de Rebecca. Entre os mais significativos excertos estão:

8. Que em numerosas ocasiões a acusada (Rebecca) tem conscientemente e intencionalmente emitido diagnósticos incorretos de seus pacientes, incluindo (mas não limitando apenas a estes) seus pacientes de nome: Edna Elaine Moses (também conhecida como Elaine Moses, também conhecida como Elaine Bailey e, de agora em diante, referenciada por “Edna Elaine Moses”), Claudia Moses, Lúcia Lively, Luccinda Sisson, Kelly Sisson, Cheryl Maynard, e dois (2) pacientes identificados apenas como “V.B.” e “K.W.”.

9. Que os “diagnósticos incorretos” aos quais se refere o “Fato Apurado” nº.8 acima, tais diagnósticos errôneos incluíam alegações de leucemia, desordens variadas, doença de bile na bexiga, tumores cerebrais e várias outras doenças e sintomas; a acusada alega que todas estas condições foram supostamente causadas por demônios, diabos e outros espíritos do mal.

10. Que, na realidade, os pacientes citados no “Fato Apurado” nº.8 acima, não estavam sofrendo das doenças diagnosticadas nem dos referidos sintomas descritos no “Fato Apurado” nº.9, acima.

11. Que em numerosas ocasiões a acusada declarou para seus pacientes que era “a escolhida” por Deus como a única médica capaz de diagnosticar certas doenças e sintomas que outros médicos não puderam, porque os outros médicos, inclusive médicos do Ball Memorial Hospital (em Muncie, Indiana) e do Centro Médico St. John (em Anderson, Indiana), eram, na verdade, “demônios, diabos e outros espíritos do mal” eles próprios.

12. Que a acusada estava tratando de forma imprópria a suposta leucemia de Edna Elaine Moses com doses maciças de Demerol e Phenobarbitol, ao ponto onde o paciente toleraria injeções de 600 a 900 cc de Demerol. Uma dose normal desta droga contém de 150 a 200 cc, e até três vezes a dose terapêutica indicada de Phenobarbitol.

13. Que a acusada deu a Claudia Moses (filha de Edna Elaine Moses, mentalmente prejudicada, com 15 anos de idade, mas com idade intelectual de 8 anos) inúmeras injeções de Demerol por alegada “náusea” e permitiu que Claudia aplicasse injeções de Demerol em si própria.

14. Que em numerosas ocasiões a acusada forneceria a seus pacientes quantias excessivas de Demerol e/ou substâncias controladas sem qualquer explicação, instrução, ou receita apropriadas.

15. Que muitos dos pacientes da acusada tiveram que sofrer desintoxicação e retirada das excessivas quantias de Demerol e/ou substâncias controladas que a acusada estava prescrevendo e/ou administrando sem razões terapêuticas válidas.

16. Que enquanto Edna Elaine Moses esteve sob cuidado imediato e tratamento da acusada, a família de Edna Elaine Moses teve que internar Edna na emergência do Hospital St. Vincent, em Indianápolis (Indiana) e, em seguida, a transferiu para o Hospital LaRue Carter, em Indianápolis (Indiana), para desintoxicação das quantias excessivas de substâncias controladas que a acusada estava prescrevendo e administrando à suposta leucemia de Edna e para tratamento das infecções múltiplas, inclusive infecções de sua área urinária e infecções de vários cateteres (inclusive um cateter de “Hickman”, usado para facilitar a administração de medicamentos intravenosos e também para tratamento de lesões de causas externas).

20. Que a acusada declarou em diversas ocasiões que possuía a capacidade de “compartilhar” da doenças de seus pacientes, lutando contra os demônios, diabos e outros espíritos do mal que estavam supostamente causando as várias doenças e sintomas e que ela estava, na realidade, “compartilhando” a leucemia de Edna Elaine Moses.

21. Que sem uma razão terapêutica válida a acusada se autodiagnosticou e automedicou com quantidades não terapêuticas de Demerol por causa de sua “leucemia”, que estava supostamente compartilhando com Edna Elaine Moses e também para tratamento de um alegado tumor cerebral maligno e miastenia grave.

22. Que a acusada foi vista rotineiramente recebendo doses não terapêuticas, de pelo menos 3 ccs de Demerol, numa freqüência horária, injetando em si mesma, na parte de trás de suas mãos, na parte interna de suas coxas, ou onde quer que ela pudesse localizar uma veia satisfatória.

23. Que o psiquiatra designado pelo Conselho examinou a acusada e revisou as declarações feitas pelos pacientes dela, diagnosticando a acusada como sofrendo de desordem aguda de personalidade, incluindo ilusões demoníacas e/ou esquizofrenia paranóica.

Finalmente, baseado na “Apuração de Fatos” acima, o Conselho tirou suas “Conclusões de Lei” sobre Rebecca, onde incluiu as seguintes informações sobre ela:

(D) vício ou severa dependência de álcool ou semelhante; o que expõe o público ao risco por prejudicar a habilidade de um médico para praticar de forma segura.

(3) Prescrevendo ou administrando uma droga para outros propósitos além dos terapêuticos geralmente aceitos; e,

(4) Negligência total na prática de medicina.

O ponto mais importante do boletim médico é a divulgação da overdoses de Demerol em Elaine e Rebecca. O vício em Demerol, um depressivo, tem efeitos colaterais claramente identificáveis. O “Guia Essencial para Prescrição de Remédios” descreve os efeitos colaterais de uma overdose de Demerol: “Desorientação, alucinações, caminhar instável, perturbações de comportamento paradoxais podem indicar desordem psicótica”. O Guia prossegue: “fraqueza, desmaio, desorientação, vertigem, concentração prejudicada, dependência, confusão, convulsões”.

É impossível determinar se houve um real contato de Elaine e Rebecca com Satanás, se é que houve algum, enquanto elas agiam sob influência de drogas. Mas podemos estar seguros de que seus estados mentais influenciados por drogas não trouxeram nenhuma revelação direta de Deus: ambas estavam alimentando e abastecendo as interpretações de seus vícios. A percepção dos fatos por Rebecca e Elaine e suas experiências pessoais são similares às imagens que a pessoa vê nos espelhos de um parque – a imagem está lá, mas é uma completa distorção da realidade.

A história de Rebecca e Elaine, como contada a Jack Chick, com suas afirmações extra-bíblicas e origens pecaminosas, deixa muito a desejar quando comparada ao padrão da Palavra de Deus. Além do mais, não podemos ignorar a grande quantidade de documentação e testemunhos dados por policiais, doutores, advogados, membros familiares e conhecidos… nem nós pudemos dar crédito à afirmação de que todos eles fazem parte do estratagema de Satanás para desacreditar Rebecca e Elaine.

A carreira médica de Ruth Bailey terminou cedo, conforme ela se tornou “deteriorada em uma mulher infestada pelo vício das drogas, extremismo religioso e uma convicção de que os pacientes e colegas eram possessos por diabos” [62].

Jack Chick continua enganando o público com sua promoção de testemunhos questionáveis e sensacionalistas. Semelhante avanço em nada edifica o corpo de Cristo. Parece que Chick faz de si mesmo uma presa apanhada nas ciladas de Satanás. Esperemos que, no futuro, ele reconheça o passado sórdido e suspeito destas senhoras e admita que foi enganado.

Nossa oração também é para que Rebecca e Elaine venham a se arrepender das mentiras e enganos que causam suspeitas malignas entre cristãos e servem apenas para prejudicar a igreja, que é o corpo de Cristo.

PALAVRAS FINAIS DO TRADUTOR

Realmente a leitura de tantas informações assustadoras me deixou boquiaberto… e já iniciei a tradução da análise do terceiro livro desta mesma autora, chamado "Maldições Não Quebradas". Este outro texto se parece mais com o estilo geral de meus próprios textos: contém bem mais refutações bíblicas diretas.

Há mais uma refutação da teologia apodrecida e escravizante de Rebecca Brown em meu estudo sobre a "Unção com Óleo".

Creio que devo concluir esta análise agradecendo e destacando seus autores por sua minuciosa pesquisa:

  • Rev. G. Richard Fisher, Senior Pastor, Laurelton Park Baptist Church, Bricktown, NJ,

  • Rev. Paul R. Blizard, Senior Pastor, Memorial Baptist Church, Beckley, WV,

  • Rev. M. Kurt Goedelman, President, Personal Freedom Outreach, St. Louis, MO

Caso deseje saber mais sobre o que Rebecca Brown fez após este período de sua vida, leia "A Maldição da Teologia da Maldição". Lá serão apresentados alguns pontos obscuros da vida de Daniel Yoder, assim como a segunda parte será quase totalmente composta de REFUTAÇÕES BÍBLICAS à teologia divulgada pela senhora Brown.

Pensando em defender Rebecca? Achou algo de errado nesta análise? Expresse sua opinião e leia a manifestação de uma ministra evangélica em: Até Hoje Rebecca me Persegue.

Que o Senhor nos abençoe, dando entendimento e sabedoria para podermos reconhecer e nos desviar dos enganos tão bem disfarçados que adentram nossas igrejas e livrarias.

NOTAS

[1] Veja mais: The Journal of Pastoral Practice, Vol. 3, nº. 4, pg. 99-103; Vol. 5, nº. 2, pg. 83-88; Christianity Today, Feb. 2, 1979, pg. 38-42; The New Logos Journal, 1979 de março / abril, pg. 67-69; Cornerstone magazine, Vol. 9, edição 53, pg. 29-31.

[2] Rebecca Brown (Médica), Ele Veio Para Libertar Os Cativos. us Editorial, 4ª Edição, pg. 42.

[3] EVPLOC, pg. 46, 47. (Nota do Tradutor: Este parágrafo contém uma revelação não divulgada na tradução da obra par o português: o fato de a igreja alugada ser presbiteriana… certamente os editores do livro no Brasil censuraram tal informação com medo de vender menos por causa de polêmicas. Minha humilde e sincera opinião é: ou você crê no que publica e tenta fazê-lo da forma mais fiel ou então não publica!)

[4] EVPLOC, pg. 48.

[5] EVPLOC, pg. 62

[6] EVPLOC, pg. 62

[7] EVPLOC, pg. 63

[8] EVPLOC, pg. 64

[9] Nota do Tradutor: O texto original diz que o marido terrestre de Elaine havia deixado-a para permanecer com os satanistas.

[10] EVPLOC, pg. 72.

[11] Rebecca Brown (Médica), Prepare-se Para A Guerra. Danprewan Editora Ltda. 1ª Edição (10ª reimpressão), pg. 18.

[12] PPAG, pg. 17.

[13] PPAG, pg. 19.

[14] PPAG, pg. 303.

[15] PPAG, pg. 37.

[16] EVPLOC, pg. 78.

[17] EVPLOC, pg. 76.

[18] PPAG, pg. 300.

[19] PPAG, pg. 301.

[20] PPAG, pg. 301,302.

[21] Jerry Johnston, Edge of Evil, Rise of Satanism in North America, Word Publishers, Dallas, 1989, pg. 173.

[22] San Bernardino, Califórnia County Clerk Document, number VCV009038.

[23] Solicitação de licença para praticar a arte curativa através de exame, submetida por Ruth Bailey ao Conselho de Licenciamento Médico de Indiana, #76607. Data de emissão: 14/08/1979.

[24] EVPLOC, pg. 9.

[25] Solicitação de licença, op. cit.

[26] Carta da Escola de Medicina da Universidade de Indiana para o Hospital Memorial Ball em Muncie, Indiana, em 09 de julho de 1979.

[27] Notícias de Indianápolis (Indianapolis News), 21 de setembro de 1984; pg. 5.

[28] Entrevista com o Detetive Samuel E. Hanna e o Capitão Tim R. Davis, da Polícia do Condado de Madison (Indianápolis), em junho de 1989. Fita gravada em arquivo.

[29] Apuração de Fato, nº. 11, Ruth Bailey, M.D. perante organização do Conselho de Licenciamento Médico de Indiana #83 MLB 038.

[30] Apuração de Fato, nº. 20, caso #83 MLB 038.

[31] San Bernardino, Califórnia, County Clerk Document, number VCV009037

[32] “Closet Witches 1”, lado dois, Chick Publications, Chino, Califórnia.

[33] Exposição de estado #22, relatórios de “Internação de Paciente” e "História e Físico" de Edna E. Moses, Registro Médico nº. 89477.

[34] EVPLOC, pg. 21, 22.

[35] Nota do Tradutor: Na versão em inglês, o relato descreve um dormitório. Porém a tradução transformou-o em um “salão”…

[36] EVPLOC, pg. 26.

[37] Chesterfield Vive �� Acampamento Espiritualista, 1886-1986. Nossos primeiros 100 Anos; publicação interna; 1986.

[38] EVPLOC, pg. 23.

[39] Escola Secundária de New Castle, Anuário 1965, pg. 51. New Castle, Indiana.

[40] EVPLOC, pg. 72. (Nota do Tradutor: Esse é mais um ponto onde a tradução para o português “oculta” um fato de relativa importância: a parte sublinhada, na versão transcrita do original diz: ����������Her husband had left and remained with the satanists”, ou seja, “Seu marido a deixou para permanecer com os satanistas”… parece que todo tradutor ou editor do Brasil gosta de contar sua própria história e censurar os fatos que não lhe agradam… seriam reflexos da ditadura ou ganância por lucros em cima de congressos?)

[41] Application for Marriage License, State of Indiana, Henry County Book 54, pg. 586.

[42] State of Indiana, Henry Circuit Court – January term 1967, Cause # 67-C-92.

[43] States Exhibit #22, op. cit.

[44] EVPLOC, pg. 48.

[45] Closet Witches 2, lado dois; Chick Publications, Chino.

[46] Apuração de Fatos, nº. 11, Causa #83 MLB 038.

[47] PPAG, pg. 300.

[48] Enquanto o Hospital St. John não confirma nem nega sua ajuda financeira ao consultório de Rebecca (Ruth Bailey), States Exhibit #16 (Centro Médico de St. John, Anderson, Cronologia de Indiana) – Doutora Ruth Mailey (sic) registra uma entrevista em 20 de setembro de 1983 entre Rebecca (Ruth Bailey) e a administradora do hospital, Irmã Michaeleen, na qual Rebecca "expressou preocupação sobre suas finanças e quanto ela devia ao hospital particularmente”. Além disso, os residentes e policiais (entrevista com o Detetive Samuel E. Hanna) de Lapel (Indiana) indicam o envolvimento financeiro de St. John na abertura do consultório médico de Rebecca em Lapel.

Finalmente, seguindo a fuga de Rebecca de Lapel, a posse da casa que serviu como o consultório médico foi transferida (em um período de seis semanas) de Rebecca para o Banco Estatal de Lapel e para o Hospital St. John (registros do Condado de Madison, Indiana, Livro 619, Páginas 216 e 740).

[49] Nota do Tradutor: Mais uma vez a editora do livro em sua versão brasileira (ou o tradutor…) não teve a coragem de traduzir o que a autora escreveu de forma direta. O título em questão foi suavizado e o capítulo chamou-se “Um Engano” (PPAG, pg. 193).

[50] PPAG, pg. 224 (Nota do Tradutor: a parte sublinhada foi descaradamente retirada da versão brasileira… imagino que “para não chocar” ainda mais: a ganância justifica qualquer deturpação, não é mesmo?)

[51] The Lapel Review, Lapel (Indiana), 26 de maio de 1982.

[52] States Exhibit #16, Saint John's Medical Center, Anderson, Ind., Chronology – Dr. Ruth Mailey (sic), pp. 1-6.

[53] PPAG, pg. 300.

[54] “My own father and the rest of my family turned against us” – Frase cortada da versão brasileira.

[55] PPAG, pg. 300, 301 e 302.

[56] PPAG, pg. 301.

[57] Cópia oficial do Atestado de Óbito #08291, Lois M. Bailey.

[58] PPAG, pg. 301.

[59] Case Complaint Report Madison County Police #83-K-4001 (Relatório de Investigação de Queixa, Polícia do Condado de Madison).

[60] Suspensão de Emergência, assunto: Ruth Bailey, M.D., Licença nº.29402, recebida em 15/03/1984 pela Agência de Serviços de Profissionais de Saúde.

[61] Atestados emitidos por: Marsh Pharmacy (Anderson); Hollon’s Drugs (Anderson); Lapel Drug Store (Lapel, Indiana) e Gene Maddy Drugs (Anderson).

[62] Indianapolis News, 21 de setembro de 1984, pg. 1.

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