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A MALDIÇÃO DA "TEOLOGIA DA MALDIÇÃO"

O RETORNO DA DRA. REBECCA BROWN E O PASSADO SOMBRIO DE DANIEL YODER

A maior parte do texto encontrado neste estudo foi traduzido do site Watch the Tower.

ESTE TEXTO FOI DIVIDIDO EM 2 PARTES:


1ª PARTE

2ª PARTE

3ª PARTE


ANTES DE COMEÇAR (POR TEÓPHILO)

Finalmente posso apresentar a conclusão / complementação do texto analítico cuja tradução da primeira parte está disponível desde 2005. Tendo demorado bem mais do que a simples semana prevista para concluir este texto, somente posso glorificar ao Deus Todo Poderoso por tudo o que ocorreu neste período em que não pude atualizar o conteúdo deste site.

Houveram várias mensagens de questionamento e principalmente críticas a respeito da primeira parte deste texto, porém finalmente eu posso apresentar os principais motivos para que eu tenha me empenhado em traduzir e disponibilizar uma análise tão extensa sem que fosse de minha autoria. Caso queiram ir direto ao assunto é só prosseguir até a segunda parte, onde muito da teologia apresentada por Brown é comparada ao contexto bíblico onde ela supostamente se baseou e, só então, podemos esclarecer o quanto de engano e o quanto de verdade há em suas palavras.

Esta análise é baseada principalmente no livro "Maldições Não Quebradas" e seus autores são os mesmos da primeira parte:

  • Rev. G. Richard Fisher, Senior Pastor, Laurelton Park Baptist Church, Bricktown, NJ,

  • Rev. Paul R. Blizard, Senior Pastor, Memorial Baptist Church, Beckley, WV,

  • Rev. M. Kurt Goedelman, President, Personal Freedom Outreach, St. Louis, MO

Se desejarem, verifiquem o texto original (em inglês) e não deixem de enviar suas sugestões para correção e aprimoramento desta tradução… afinal, tenho de admitir que é com esforço e pesquisa que disponibilizo este material. Aliás, nessa segunda parte devo agradecer a meu amado irmão Ewerton DeCastro por sua boa vontade e auxílio em algumas partes mais complexas.

Sem mais delongas, vamos ao que realmente interessa!

1ª PARTE

INTRODUÇÃO

Mitos Cristãos, lendas e superstições santificadas abundam: A petição da atéia Madalyn Murray O'Hair para que o FCC proibisse qualquer radiodifusão Cristã [1]; o carona que revela o retorno iminente de Cristo e então desaparece; uma entrada para inferno na Sibéria; e o patrocínio da Procter & Gamble às atividades ocultas [2].

Superstições têm existido através dos séculos [3] e receberam um novo tratamento através de Rebecca Brown que, em mais uma de suas “obras”, oferece uma “teologia de maldição” que é mais mística que bíblica.

Quebrar maldições satânicas e demoníacas tem sido um dos “atrativos” do movimento carismático há algum tempo, mesmo que poucos de seus expoentes concordem na extensão das maldições ou como quebrá-las. O jornal “Personal Freedom Outreach” tratou do assunto em um artigo editorial chamado “As Raízes e Frutos da Libertação” [4] e concluiu que nem suas raízes nem seus frutos eram bíblicos.

O livro de Brown, escrito em parceria com seu marido, Daniel Yoder, chama-se “Unbroken Curses — Hidden Source of Trouble in the Christian’s Life” (o título em português ficou apenas “Maldições Não Quebradas”, desprezando o subtítulo, que diz “A Fonte Oculta das Dificuldades na Vida do Cristão”) [5]. Este, assim como os outros livros desta autora, é um tratado não bíblico sobre guerra espiritual, cheio de enganos históricos e reais, assim como “firulas”. O livro está apenas resgatando os aspectos que nos permitem observar os erros daqueles que, aparentemente, preferem viver sob uma maldição ao invés da liberdade dos filhos de Deus.

Alguns cristãos acham que desprezar silenciosamente os ensinos como estes da senhora Brown é a melhor resposta e que lhe responder apenas validariam suas idéias, enquanto outros argumentam que tal silêncio permite que estes “mestres” enganem os desavisados sem maiores obstáculos.

A VERDADE POR TRÁS DA CAPA

Aqueles que leram o artigo anterior sobre este assunto recordarão que Rebecca Brown é, na verdade, Ruth Bailey, médica de uma pequena cidade que, depois de ter sua licença revogada pelas autoridades de Indiana em 1984, viajou para a Califórnia e começou a promover suas estranhas visões do oculto e libertação com ajuda do editor de histórias em quadrinho e panfletos cristãos, Jack T. Chick. Relatórios policiais, documentos médicos, artigos de jornal e testemunhos de familiares e vizinhos… tudo comprova sua vida confusa e afirmações espúrias.

Brown teve também, durante a primeira década de sua “carreira” espiritual, uma sócia chamada Elaine, que afirmava ter casado com Satanás — cerimônia completa, com direito até a lua de mel! — que disse ter sido a “representante mundial de Satanás”, negociando a venda de armas com líderes de diversos países [6]. Os livros anteriores de Brown contam histórias das duas se aliando para lutar contra os ocultistas da pequena cidade de Indiana e de Brown libertando cerca de 1000 pessoas do núcleo do satanismo em apenas dois anos [7].

Brown também escreve que no meio da década de 80, antes de se mudar para a Califórnia, fez uma aliança com Deus, incluindo o termo: “compreender que lá (na Califórnia) eu entregaria a minha vida para o Senhor” [8]. Apesar dessa aliança, Brown dissolveu sua sociedade com a Elaine e Jack Chick e deixou a Califórnia. Em 10 de dezembro de 1989 ela se casou Daniel Michael Yoder, que na ocasião morava em Phoenix, Arizona.

A HISTÓRIA DE DANIEL

Brown inventa outra fábula na breve biografia de seu marido em “Maldições Não Quebradas” [9]. Ela escreve que seu marido: “nasceu em numa família judia muito rica, de banqueiros internacionais” e que quando ele tinha seis anos, seus pais o enviaram para estudar na Suíça [10], sob orientação rabínica e cabalística, em um “internato exclusivo”. De acordo com Brown, Yoder continuou sua instrução lá até seus 19 anos e depois completou seus estudos, sendo diplomado na Suíça.

Bem ao estilo das exageradas histórias de Elaine sobre abusos ritualísticos, Yoder também descreve episódios de tortura ilimitada e abusos cometidos pelos cabalistas “através de seus anos na escola”.

Segundo o livro: “Depois da longa viagem ao exterior, Daniel foi levado ao nível subterrâneo da escola e colocado num pequeno quarto sem janelas", onde foi mantido tal qual um prisioneiro. Em uma tentativa de fuga, Rebecca relata:

“… finalmente ele se arrastou para dentro de um pequeno quarto escuro que não estava trancado. Pensou que estaria seguro ali, e por fim caiu no sono. Mas a sua paz teve curta duração. O quarto que ele pensou ser um refúgio na realidade era um quarto de disciplina usado para torturar crianças que desagradassem os professores. Era um quartinho redondo, de diâmetro não maior do que um metro e meio. O seu teto era o próprio piso do pavimento superior, e havia uma portinha no mesmo que se abria para cima. Quando os rabinos o encontraram, eles o fecharam no quarto, removeram a tampa que havia no teto, e descarregaram milhares de aranhas sobre ele, muitas delas venenosas”.

Como as aranhas começaram a rastejar sobre ele e mordê-lo, Yoder gritou em angústia. “Imediatamente, um brilhante raio de luz penetrou naquela casa, descendo até aquele frio quartinho onde Daniel se encolhia todo, tremia e chorava pelo chão”.

Brown ainda escreve:

“… Dois braços saindo daquela luz… Aqueles braços tomaram a Daniel e o ninaram. Confortado, ele dormiu nos braços de Jesus. Quando acordou, todas as picadas das aranhas tinham sido curadas”.

O texto de Brown diz: “Um pouco depois de deixar o internato, Daniel herdou uma fortuna. Ao terminar seu curso universitário na Suíça, ele entrou no negócio do seu avô e rapidamente assumiu o poder lá, e depois entrou nos negócios de sua família também. Ele também formou empresas dele mesmo”. “Sua riqueza era como um brinquedo; o poder era o seu deus”, Brown escreve. Aos trinta anos de idade, os pais de Yoder ordenaram um “casamento forçado” com uma mulher chamada Kai, afirmando que o matrimônio iria “aumentar a fortuna da família”. De acordo com Brown, Kai, “também, tinha sido terrivelmente abusada, ter sido criada no Cabalismo”.

Logo após seu casamento, “Kai encontrou-se com Jesus Cristo, e com alegria o aceitou como seu Senhor e Messias”. Por causa da sua conversão ao Cristianismo, os familiares do casal “tinham contratado homens para capturá-los e forçar Kai a renunciar a Cristo, ou matá-la”. “Por três meses eles conseguiram fugir. Mas, pela vontade permissiva de Deus, eles foram pegos”. Brown escreve: “Eles foram levados num vôo para Israel, onde o Daniel foi preso a uma parede e forçado a ver Kai, o seu primeiro e até então único amor, ser torturada até a morte”.

Yoder então diz que: “fugiu para os Estados Unidos onde se escondeu numa cabana nas montanhas e ficou estudando a Bíblia de Kai durante um ano inteiro”. Como resultado, ele aceitou Jesus Cristo e abandonou sua família e a sua riqueza. Em 10 de novembro de 1989 ele conheceu Brown e pouco mais de um mês depois eles estavam casados. Logo depois eles se mudaram para Lake Park, no noroeste do Iowa.

DE BANQUEIRO A NEUROCIRURGIÃO

“Desde o começo eu soube que havia algum problema com o casal” — disse o xerife do condado de Dickinson, Greg Baloun, à PFO (em 1990, quando Brown e Yoder chegaram ao Iowa, Baloun era o Chefe de Polícia em Lake Park) — “Em nosso primeiro encontro ele se passou por um (próspero e “semi-aposentado”) neurocirurgião. Ele nunca se apresentou como um ministro para mim. Ele sempre foi um médico”. Baloun acrescenta que Yoder disse que seu pai era um doutor, nunca um riquíssimo banqueiro internacional [11].

Baloun diz que Yoder lhe contou sobre sua viagem “expressa”, da Califórnia até Nevada, para realizar uma delicada cirurgia: “Ele me contou sobre como fez este (Chrysler) Cordova viajar a 200 mph[12] e o quanto ele correu (da Califórnia até Nevada) para realizar um procedimento cirúrgico especial em tão pouco tempo”. Quando questionado se as paradas para abastecer não diminuíram seu ritmo, Yoder disse, “eu tenho um tanque personalizado de 40 galões” [13].

“Ele tinha resposta para tudo”, Baloun disse. “Ele era um grande falador, mas você poderia pegá-lo em mentiras o tempo todo” [11].

Lorraine Bush, uma corretora de imóveis local que negociou com o casal o contrato de arrendamento de uma casa de dois andares em Lake Park, concordou com a avaliação de Baloun: “Suspeitei imediatamente dele”, disse ela ao jornal local [14].

Após uma estadia de seis meses em Lake Park, Brown e Yoder mudaram-se para Estherville, uma cidade 25 milhas a nordeste. Permaneceram pouco tempo lá e então se mudaram para Spencer, onde Yoder entrou para uma sociedade não denominacional, A Igreja “Poços da Graça Viva”.

Esta imagem mostra o logotipo personalizado que Yoder mandava imprimir: posava como se fosse PhD e Médico… sem sequer ter concluído a 7ª série!

SEMPRE ENVOLVIDOS EM PROBLEMAS COM A LEI

As suspeitas de Baloun conseqüentemente se estenderam até outros órgãos de execução da lei: várias agências começaram a investigar Yoder em novembro de 1990, inclusive o Escritório do Xerife do Município de Emmet (Iowa), o Escritório do Inspetor General dos Estados Unidos (U.S. Office of the Inspector General) e a Patrulha Estadual do Iowa. A investigação revelou finalmente que Yoder (também chamado William Joseph Stewart e Tony Michael Griffin) já havia usado diferentes números de Previdência Social e datas de aniversário.

Como a investigação se intensificou, Yoder deixou Iowa e retornou para Phoenix onde, por resultado dos persistentes esforços de Marv Loebach (Detetive Oficial da Patrulha Estadual de Iowa), foi preso no dia 29 de julho de 1991. Yoder foi acusado de falsificar registros de automóveis e carteiras de motorista, assim como falsificação de registros de Previdência social (sob a alegação de utilizar o número de Previdência social de um homem morto).

Em 06 de setembro de 1991, Yoder foi extraditado para Iowa. No dia seguinte, foi indiciado em dois processos por perjúrio. As autoridades depreenderam que ele possuía antecedentes penais e já havia cumprido sentenças em Minnesota e no Missouri, admitindo que ele aceitou receber “avaliações psicológicas, aconselhamento ou internações” [15].

Yoder foi solto em 09 de setembro, após a agência de empréstimos D&R, de Spirit Lake, haver depositado uma taxa de fiança no valor de $10,000 [16]. Seis semanas que as acusações foram reformuladas em mais três processos: o primeiro por perjúrio e os outros dois por prática fraudulenta em terceiro grau [17]. Em 12 de novembro Yoder registrou uma petição por escrito, argumentando não ser culpado de nenhuma das três acusações [18].

RREVELAÇÕES AMBIVALENTES

Quando a acusação buscou mais informações sobre Yoder, recebeu montes de declarações falsas e informações contraditórias. Em uma documento de Solicitação e Ordem de Emenda do tribunal está registrado: “Que o nome do réu acusado neste documento seja corrigido de Daniel Michael Yoder para o verdadeiro e correto nome do acusado, William Joseph Stewart” [19]. Além de seus pseudônimos, vários outros documentos do tribunal revelaram contradições: datas de aniversário, ocupações (como “pastor” e “gerente de livraria”) e números de previdência social [20].

No entanto, um fato reunido pela acusação de Yoder, que permaneceu consistente ao longo de todo o processo, era que ele “tinha estudado apenas até a sétima série” [20].

NEGOCIANDO UMA DECLARAÇÃO DE CULPA

Na primavera de 1992, seguindo as recomendações feitas pelo advogado do Município de Dickinson, Yoder optou por uma “defesa negociada” e “voluntariamente” apresentou um “declaração de culpa”. O advogado do município havia recomendado ao tribunal a seguinte sentença e disposição:

(1) Multa de $2.000,00 mais uma sobretaxa de 30%.

(2) Despesas do tribunal às custas do acusado.

(3) Encerramento dos processos I e III [21].

No dia 29 de abril de 1992, Yoder apresentou uma “declaração de culpa” pelas acusações do processo II. Um trecho do documento ao tribunal, assinado por Yoder, declarava: “Eu, por meio deste, apresento minha DECLARAÇÃO DE CULPA POR Prática Fraudulenta em Terceiro Grau, uma contravenção agravada, em violação da Seção 321.97 e 714.11 (3) do Código de Iowa, cujo crime foi cometido por mim no dia 04 de abril de 1991, conforme relato da referida acusação” [21].

Baseados na declaração de culpa de Yoder, “o julgamento do Tribunal” declarou “o acusado culpado e condenado a pagar uma multa de $1.976,92, uma sobretaxa de $593,08 e os custos do tribunal de $60,00” [22]. A multa, a sobretaxa e os custos do tribunal foram ordenados a ser pagos dentro de dois dias. Yoder concordou e o caso estava encerrado [23].

O casal deixou Iowa e Brown retomou a compilação de sua história sobre pretensas batalhas com o demônio. Atualmente eles moram em Clinton (k), e alteraram o nome de seu ministério de “Poços da Graça Viva” para “Poços de Júbilo” (“Wells of Joy”).

2ª PARTE

MALDIÇÕES ESTÃO EM TODOS LUGARES

A premissa de Brown é que a maioria, se não todos, os problemas de um cristão se originam de maldições demoníacas não quebradas. Ela escreve que a maioria dos cristãos está desavisada que maldições de pobreza, calamidade, tentação, infortúnio e luta existem por causa de maldições colocadas sobre eles (ou sobre suas famílias) através de herança, invasão de territórios pertencentes ao diabo, quebra de votos a Deus, ou esquecimento de um pecado e a falha por não confessá-lo.

A alegação de Brown é que nós temos que saber cada tipo de maldição. Qualquer problema não resolvido provavelmente é o resultado do desconhecimento de uma maldição não quebrada. Não há dúvida que ela tem lido as visões extremistas de C. Fred Dickason, Mark Bubeck, Frank Hammond, Neil Anderson, James G., Friesen, C. Peter Wagner [24] e outros, mas ela não menciona suas fontes.

Brown escreve que ninguém está isento destas maldições. Ela aconselha:

“Vasculhe a sua casa. Será que você tem estatuetas de entidades demoníacas em sua casa? Ore diante de cada coisa. Fique atento, porque muitos brinquedos infantis na verdade são estatuetas de demônios” [25].

Ou, considere isto:

“… Se você visitou uma mesquita e tirou os sapatos, há sobre você a culpa de ter dado honra a uma divindade demoníaca! Isso é uma abominação aos olhos de Deus e trará sobre você uma maldição” [26].

Brown escreve que tatuagens e penteados trazem maldições demoníacas [27] e que tais coisas deveriam ser cobertas com óleo e as maldições serão quebradas mediante nosso comando [28].

Brown ensina que todos aqueles que visitaram a tumba do Rei de Tut, no Egito (ou sua exibição quando foi trazida à América), têm que se arrepender para quebrar uma maldição demoníaca. Brown escreve que mais de 13 anos de doenças e ataques demoníacos em sua própria vida foram resultados de tal visita [29]. Brown sugere:

“Você está passando por problemas que não foram resolvidos na sua vida, na sua família ou na sua igreja? É bem possível que a causa desses problemas seja uma maldição não quebrada. Ore e peça ao Espírito Santo que lhe revele qualquer maldição que esteja atuando em sua vida” [30].

Salta a vista que está ausente das recomendações de Brown qualquer referência ou justificativa bíblica para tal conselho. Levando em conta o fato de que todos nós estamos em um mundo corrompido, entre os pecadores, nossos corpos não são remidos e ainda estão sujeitos à deterioração e à morte… alguns problemas podem nunca ir embora. Cristãos têm que orar pela graça de Deus, conforme ordenado em I Coríntios 12.

Romanos 8 nos recorda que todas estas catástrofes são parte da vida e que de maneira nenhuma elas diminuem o amor de Deus por nós. Paulo, neste capítulo, não nos direciona a quebrar as maldições. Melhor, ele diz, é que confiemos no amor e na soberania de Deus.

DE VOLTA À LEI MOSAICA

Brown claramente repõe os crentes sob a Lei com estas palavras:

“… Entretanto, os princípios espirituais lançados sobre os filhos de Israel no Antigo Testamento permanecem válidos em relação à nossa vida no dia de hoje” [31].

Ela achou “princípios espirituais” no Antigo Testamento que, em leitura mais minuciosa, nem mesmo estão lá: são idéias esquisitas que ela “lê” no texto do Antigo Testamento.

Voltar a estar debaixo da Lei é ruim. Voltar para a Lei e inventar coisas é ainda pior!

DEMÔNIOS, DEMÔNIOS, DEMÔNIOS!

Brown lista três tipos de maldições: “Maldições dadas por Deus; Maldições feitas por Satanás e/ou seus servos, com direito legal de amaldiçoar; Maldições feitas por Satanás e/ou seus servos, sem direito legal de amaldiçoar” [32]. Novamente, a Bíblia não é citada, mas ela usa livremente “palavras-chave” populares de “libertação” e terminologia como em “direito legal”.

Ela também ensina que, “As maldições dadas por Satanás e/ou por seus servos sempre envolvem espíritos demoníacos. Quando uma maldição é lançada, espíritos demoníacos àquela determinada pessoa ou família com um propósito bem definido” [33].

Os cristãos deveriam se preocupar mais com a influência demoníaca (especialmente sobre os não salvos), na realidade da tentação e prestar atenção na Bíblia, que revela muito sobre Satanás e os demônios (especialmente suas limitações, derrota e destruição). E, baseados na verdade da palavra de Deus, deveriam rejeitar os textos de Brown pelo que são: completamente imaginários e mera regurgitação de outros falsos ensinos.

TIAS, TIOS, VOVÓ E A SANTIFICAÇÃO

A idéia de “maldições” e “quebras de maldições” na vida de um crente, especialmente a perpetuação de maldições familiares, é claramente uma heresia diante da doutrina de santificação.

Outra variação do tema é o ensino da necessidade de “libertação da escravidão”. Tal escravidão, causada ou por pecados pessoais passados ou por pecados ancestrais, teria que ser quebrada com orações especiais ou rituais. Enquanto a maioria dos “mestres” se contradiz nas especificações, Brown parece ter juntado todas as tendências.

Enquanto este ensino põe o potencial de trabalho da cruz à disposição dos crentes, o crente é obrigado a trabalhar para manter-se livre de influência demoníaca. Efésios 6 é claro ao especificar os meios de santificação que devemos utilizar, assim como mostra que o mundo não visível estará por conta de nosso Salvador [34].

INEVITÁVEL OU MUTÁVEL?

A “Teologia da Maldição” constantemente ensina que um poder universal ou demoníaco deve ser retirado da vida (quebrado) depois da conversão por meio de orações especiais, rituais e palavras, e o processo normalmente envolverá um “libertador”. Os meios habituais de graça (oração, leitura da Bíblia, congregação, ordenanças) não são considerados suficientes.

Esses, da “escola da libertação”, normalmente denominam de “demoníaco” tudo o que pode ser explicado usando o modelo bíblico de condenação (dos pecados, dos hábitos pecaminosos, do domínio do pecado) aliado a uma dinâmica “esquece / lembra” do Novo Testamento: existe um engano e a “escravidão do pecado” que hoje podemos chamar de “vício”. A mudança é difícil, porém existem meios e métodos bíblicos para lidar com a “escravidão do pecado” sem decair na superstição.

TORCENDO O ANTIGO TESTAMENTO

No capítulo 2, Brown apresenta Josué 7, a história de Ai / Acã em um dos mais clássicos abusos bíblicos do pessoal da “libertação”: usando esta história como uma justificativa para maldições e orações mágicas rituais de libertação prova o quão longe ela vai. Na verdade, uma maior compreensão deste evento derrota a teologia que Brown está tentando estabelecer.

Acã roubou roupas, prata e ouro do campo de batalha, mesmo sabendo que a pilhagem teria de ser destruída. Desobediência? Não! Demônios (!!!), com os quais havia de se lidar.

Nós sabemos que na situação de Acã, assim como também em outros casos da história de Israel, Deus usou de julgamentos familiares (ou comunais) em Israel: isso fazia parte do sistema sob a Lei de Moisés e não pode ser usado como um princípio para a Igreja (misturando, ainda por cima, demônios e maldições)… Isso é apenas deturpar o texto. É bobagem dizer que famílias inteiras, ou uma Igreja inteira (ou todo o corpo de Cristo!) estariam sendo julgados, infestados por demônios e mortos por causa do pecado de uma pessoa. Novamente, Brown extrapola em suas “provas bíblicas”.

A Graça não é a Lei e a Lei não é a Graça. Israel não é a Igreja e a Igreja não é Israel. Não há nenhum demônio mencionado em Josué 7 e excomunhão familiar (neste caso , sob a Lei, a morte) foi ordenada como resposta, e não orações ritualísticas para quebrar maldições. Mateus 18 nos mostra que a exclusão do indivíduo da congregação (e não mais a morte) é o modo atual de “tirar o pecado do acampamento”. Por que Jesus não nos disse para “quebrarmos maldições” em Mateus 18?

Os elaborados rituais de oração e encantamentos que Brown ensina a seus leitores para que exerçam autoridade sobre os demônios são produto de uma imaginação revolta [35], sem nenhum ensino neotestamentário para apoiá-las. Em Mateus 6:7, Jesus nos fala que os pagãos usam orações vãs e repetitivas. Jesus expulsou demônios (dos não salvos) com uma única palavra, não uma cerimônia. A palavra hebraica “maldição” ocorre 82 vezes no Antigo Testamento e tem vários significados. Os pagãos pensaram que poderiam usar o poder das maldições para lidar com seus inimigos, como o exemplo citado em Números 5. Pagãos também usaram encantamentos ritualistas para tentar quebrar maldições. Israel foi alertado contra o aprendizado dos métodos pagãos.

PROCURANDO SANIDADE BÍBLICA

O palavra hebraica “qãlal” (maldição), pode significar “depreciar ou ridicularizar alguém”, como em Êxodo 21:17. Também pode ser um juramento ao Deus da pessoa como em I Samuel 17:43. Em Jó 24:18 é simplesmente usado como “não abençoar”. Em um sentido mais amplo, não ser abençoado é como ser amaldiçoado.

Gênesis 3:17 nos mostra que “ãrar” (outra palavra hebraica para maldição) foi pronunciada por Deus em seu julgamento sobre aqueles que quebraram a primeira aliança. O Novo Testamento, em Hebreus 12, nos mostra de Deus ama àquele que corrige: confissão dos pecados e mudança de estilo de vida são as respostas óbvias à correção de Deus.

As palavras de estudioso inglês W.E. Vine são úteis:

“Só Deus verdadeiramente “amaldiçoa”. É uma revelação da Sua justiça, em defesa da Sua reivindicação de obediência absoluta. Os homens podem reivindicar as “maldições” de Deus entregando suas queixas a Deus e confiando no Seu julgamento justo (vide Salmos 109:26-31). A Septuaginta traduz “ãrar” por “epikalarasthai”, suas combinações e derivados, pelos quais “ãrar” entra no Testamento Novo. “Amaldiçoar” no Antigo Testamento é resumido na declaração: “Maldito o homem que não escutar as palavras deste concerto” (Jeremias 11:3). O Novo Testamento: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13).” [36].

É inútil buscar por qualquer tipo de maldição em um crente, até mesmo a maldição da Lei de Êxodo 20:5 (para a terceira e quarta geração), desde que Cristo nos resgatou e nos livrou da maldição da Lei: Romanos 5 nos mostra que aquele que foi maior que Moisés nos libertou da lei, do pecado, e da morte. O julgamento pelo pecado ocorre a qualquer geração que odeie a Deus (Êxodo 20:5) e o perdão é dado a qualquer geração que ame Deus (Êxodo 20:6). Não se ensina nenhuma “osmose demoníaca” na Bíblia.

Vine ainda acrescenta que a palavra grega para maldição, “anathema”, significa “o desfavor de Jeová”. A palavra grega “katara” significa “execração, imprecação, maldição”, proferida por malevolência. Outra palavra grega, “kakologeo”, significa simplesmente “maldizer”, não sendo necessariamente “amaldiçoar” [37]. Há ainda outros substantivos e verbos, mas estes não oferecem mais do que os já citados.

A LIBERAÇÃO DA GRAÇA

Brown também cita exemplos de sofrimento injusto no mundo [38]. É verdade que às vezes o inocente sofre por causa do pecado evidente ou negligência passiva de seus pais. O pecado tem reais e horríveis conseqüências sociais que ninguém duvida. A natureza de nossa resposta às conseqüências é importante.

Pais podem passar padrões repetitivos de pecado ensinados à sua descendência. Porém, a graça de Deus e a conversão podem fazer toda a diferença. Pedro nos lembra, em I Pedro 1:18-19, que não estamos presos às tradições de nossos pais ou a seus padrões de vida, mas fomos resgatados e libertos pelo sangue de Cristo. Nós podemos aprender com seus erros e não mais repeti-los.

DISTORCENDO AS ESCRITURAS

Brown supervaloriza o fato dos judeus, em Neemias 9, confessarem os pecados de seus pais [39]. A compreensão dos padrões culturais judeus e da palavra hebraica para “confissão” ajudará a esclarecer o assunto e mostrar que Brown está errada.

O estudante de Bíblia que for cuidadoso notará logo que não há nenhuma menção de demônios ou maldições satânicas. Em uma segunda inspeção, verá que não há nada sobre rituais ou orações de exorcismo para quebrar maldições. Em terceiro lugar, o contexto indica que a “confissão” é o reconhecimento da idolatria dos antigos judeus exilados, que produziram na nova geração precaução para evitar aquele pecado em particular. Em quarto lugar, de acordo com o verso 5, esta era a atividade dos pastores e levitas como os mediadores e nem todo o povo estava pessoalmente envolvido. Esses levitas eram o “tipo” (imagem representativa) de Cristo e de Seu trabalho por nós.

Em seu reconhecimento, os levitas afirmam o direito de Deus ter julgado seus antepassados, dispersando-os para a Babilônia utilizando-se de assírios e de invasores babilônicos. No entanto, Deus não os tinha abandonado (verso 31) e havia lhes permitido voltar à terra (verso 36). Agora o que eles fariam não era quebrar nenhuma maldição, mas simplesmente comprometerem-se a si mesmos, de um modo novo, com a aliança de Deus. Foi o cativeiro que executou o castigo e a limpeza, não uma cerimônia de quebra de maldição.

A palavra hebraica em Neemias 9:2 traduziu como “confessar” é “yãdãh”. É uma palavra que enfatiza a pecaminosidade subjacente que engolfa todo o gênero humano [40], tal como Paulo, quando diz que “todos pecaram”: Paulo não estava se referindo a maldições que deveriam ser quebradas, mas (assim como as pessoas em Neemias) reconhecendo a pecaminosidade da humanidade e a verdade que apenas Deus é verdadeiramente sem pecado e perfeitamente santo e puro.

Keith Brooks vê a experiência em Neemias 9 de um modo mais positivo que os quebradores de maldição:

“Quando buscamos em Deus por clemência e alívio em tempos de angústia, é um encorajamento a fé olhar para trás de nós mesmos e das experiências de nossos pais, notando como toda a glória pertence a Deus e toda a vergonha a nós mesmos. Ao confessarmos nossos pecados, é bom calcular os muitos livramentos dados por Deus para que possamos ver quão ingratos nós somos” [41].

VOLTANDO ÀS ERAS NEGRAS

Brown, assim como outros, retorna à superstição medieval com sua mentalidade de maldição. O folclore do final da Idade Média é a verdadeira nascente do movimento moderno de libertação.

Na Biblioteca de Bodleian, na Inglaterra, há uma invocação do século XV utilizada para quebrar uma maldição. Abaixo uma representação, dentre as muitas semelhantes, de um período biblicamente analfabeto e supersticioso:

“Para livrar alguém que foi amaldiçoado. Diga no nome de Deus nosso Pai, e Seu Filho e do Espírito Santo – três pessoas, uma Trindade – que é para confortar uma das doenças ativas em meu corpo, que perturbou meu corpo com a maligna dor da maldade. No nome de Deus. Amém” [42].

Existem documentos latinos da Idade Média que ensinam orações de encantamento para libertar-se de demônios [43].

"MIGRAÇÃO" DEMONÍACA

Brown afirma – novamente sem evidências Bíblicas — que demônios e maldições demoníacas podem vir até mesmo através de documentos de cidadania. Isto, de acordo com Brown, foi revelado a ela e uma colega de trabalho, por oração:

“O Senhor revelou isto a nós duas, ao mesmo tempo. Aquele certificado de cidadania era a porta de entrada que permitia que todos os demônios relacionados com a sua linhagem familiar pudessem entrar legalmente nos Estados Unidos! Eu nunca havia pensado em tal coisa antes. Enquanto Ana queimava o certificado de cidadania do seu ancestral, ela não apenas ordenou a expulsão dos demônios de sua vida, mas também ordenou que todos os demônios relacionados com sua linhagem familiar fossem embora da América, para sempre. Em seguida ela pediu ao Senhor que fechasse aquela porta de entrada, para que eles não pudessem retornar. Quantas famílias emigraram aos Estados Unidos, ano após ano? Quando cada pessoa era aceita como cidadão, uma porta de entrada legal era aberta para todos os demônios atuantes em sua família poderem também entrar no país. Quisera saber o que aconteceria se todos os crentes na América rompessem toda herança maligna e botassem para fora da nação os demônios de seus ancestrais” [44].

Além de não ter nenhuma base bíblica para tal ensino, Brown deveria se preocupar em não ser processada por aconselhar as pessoas a queimar documentos legais ou documentos que podem vir a ser necessários no futuro. A autoridade auto-investida dela fica evidente na declaração: “Eu nunca havia pensado em tal coisa antes”… logo, se ela pensou nisto é porque deve ser verdade. Certamente nenhum escritor de Bíblia jamais pensou nisto.

IMPUREZA AMALDIÇOADA E CONSTRUÇÕES MALDITAS

Brown também ensina que reservas indígenas são terrenos amaldiçoados. Isso tornaria muitas terras na América terras amaldiçoadas, uma vez que os índios vagaram livremente, realizaram cerimônias e enterraram seus mortos por toda parte. Ninguém poderia estar seguro sobre estar ou não em terras amaldiçoadas. Quando os judeus tomaram as terras Cananitas e construíram sobre elas, nenhum exorcismo especial foi necessário.

A Bíblia não sugere a existência de “casas amaldiçoadas” como faz Rebecca [45]: como nós moramos em nossas casas é a questão mais importante! O que nós dizemos e fazemos em nossas casas e como nós apresentamos Cristo através de nossas casas é a mensagem urgente do Testamento Novo. Efésios, do capítulo 4 ao capítulo 6 esboça os tipos de conduta que Deus deseja para nossas casas. Cimento e concreto, vidros e telhas não carregam demônios. As palavras e atividades das pessoas é que vão abençoar ou amaldiçoar a si próprias.

Para justificar sua visão de maldições demoníacas em uma casa, Brown recorre a Levítico 14:33-45, que fala de uma “praga de lepra” (que o texto em hebraico indica ser um persistente mofo ou fungo crescendo nas paredes). O ato de fazer um novo reboco ou até mesmo de destruir uma casa não têm nada a ver com a quebra de maldições demoníacas.

Keil e Delitzsch esclareceram a passagem:

“Os versos 54-57 contêm a fórmula final dos capítulos. 13 e 14. A “lei da lepra” foi dada para “ensinar quando alguma coisa será imunda, e quando será limpa”, ou seja, dar instruções para quando eles teriam que lidar com o limpo e o sujo” [46].

Assim foram usados o mofo e o fungo na casa, para ensinar uma separação ideal e simbólica. Limpeza em todos os aspectos de vida era usada por Deus retratar Sua santidade e a santidade que Ele requereu de seus servos no Antigo Testamento.

J.R. Dummelow, em seu “Comentário da Bíblia Sagrada”, observa:

“Isto, assim como a lepra nos artigos de vestuário… mantém apenas uma semelhança externa com a lepra dos seres humanos. É um fungo ou descoloração que aparece nas paredes de casas” [47].

CUIDADO COM OS “OBSERVADORES”

Brown inventou uma classe de demônios chamada os “observadores”:

“São espíritos demoníacos colocados em lugares especiais para manter vigilância sobre a área próxima. Eles podem ser postos em objetos, em animais, ou em desenhos. Animais são pouco usados porque se movem demasiadamente. Em último caso, uma pessoa coloca o desenho de um observador num ponto estratégico e depois retorna para comunicar-se com o demônio ligado ao desenho para saber o que se passou naquele local durante a sua ausência. Os desenhos podem ter diferentes formas, mas eles sempre contêm olhos – ou pelo menos um olho” [48].

Os únicos “observadores” na Bíblia são os vigilantes que guardavam os portões e muralhas das cidades antigas e os anjos de Deus em Daniel 4:13.

TEOLOGIA DA MALDIÇÃO: UM FRACASSO

A Teologia da Maldição é, ela mesma, uma maldição para a Igreja. É especulativa e extra-bíblica. Serve a Satanás, exagerando seus poderes e desequilibrando o estudo sistemático e com base bíblica da demonologia e satanologia. Desvia os cristãos e os desvirtua do crescimento saudável. Falha ao tentar explicar a origem das dificuldades humanas e dilemas da vida e, ainda por cima, oferece uma solução inútil.

Minimiza o real poder da Cruz na salvação e o poder de Graça e do Espírito de Deus na santificação. Obscurece o significado bíblico da graça e da guerra esboçados em Efésios 4-6, Hebreus 12 e Romanos 12.

Os conceitos de Rebecca Brown são um fracasso bíblico.

Eles deveriam ser rejeitados e refutados.

Pensando em defender Rebecca? Achou algo de errado nesta análise? Expresse sua opinião e leia a manifestação de uma ministra evangélica em: Até Hoje Rebecca me Persegue.

Teóphilo Noturno

NOTAS

[1] http://www.snopes.com/politics/religion/fcc.asp

[2] Veja mais em “The Great Christian Rumors”, de Rich Buhler.

[3] Veja “The Encyclopedia Of Jewish Religion”, pg. 136-137.

[4] The Quarterly Journal, Vol. 8, No. 4, Oct-Dec., 1988, pp. 2, 10-11.

[5] Rebecca Brown com Daniel Yoder, Maldições Não Quebradas. Danprewan Editora Ltda (1ª Edição, 10ª Reimpressão – Março de 2004).

[6] Ele Veio Para Libertar Os Cativos, pg. 48.

[7] Prepare-se Para A Guerra, pg. 300.

[8] PPAG, PG. 41.

[9] Veja pg. 131-156 para conhecer o esboço biográfico de Daniel, de onde todas as informações deste texto foram retiradas.

[10] Nota do Tradutor: a versão brasileira do livro não informa que esse primeiro estabelecimento era na Suíça, mencionando apenas que ele foi enviado “para o exterior”.

[11] Entrevista pessoal com o Xerife Greg Baloun, por Kurt Goedelman; 02 de abril de 1996.

[12] Nota do Tradutor: Algo em torno de “apenas” 320 Km/h…

[13] Nota do Tradutor: Pouco mais de 150 litros…

[14] Lake Park (Iowa) News, Aug. 8, 1991, “Former resident faces state, federal charges,” pg. 1.

[15] Departamento de Serviços Correcionais, Terceiro Distrito Judicial, Formulário de Liberação Pré-julgamento (Pretrial Release form) de Danie (sic) M. Yoder. Arquivado em 09 de setembro de 1991. Cópia em arquivo.

[16] Taxa de Fiança, Formulário 10-H-1, de 09 de setembro de 1991. Cópia em arquivo.

[17] Formulário informativo; Estado de Iowa (demandantes) versus William Joseph Stewart também conhecido como Daniel Michael Yoder (acusado). Arquivado em 18 de outubro de 1991. Cópia em arquivo.

[18] Declaração escrita de inocência, Estado de Iowa (demandante) versus Daniel Michael Yoder (acusado). Arquivado em 12 de novembro de 1991. Cópia em arquivo.

[19] Solicitação e Ordem de Emenda, Estado de Iowa (demandante) versus William Joseph Stewart também conhecido como Daniel Michael Yoder (acusado). Arquivado em 18 de outubro de 1991. Cópia em arquivo.

[20] Pretrial Release form, op. cit.; Written Arraignment and Plea of Not Guilty, op. cit.; Plea of Guilty, Count II, State of Iowa, Plaintiff, vs. Daniel Michael Yoder, Defendant. Filed 92 Apr 29. Copy on file.

[21] Plea of Guilty, op. cit (As letras maiúsculas estão conforme o documento original).

[22] Entrada de Julgamento, Estado de Iowa (demandante) versus William Joseph Stewart também conhecido como Daniel Michael Yoder (acusado). Arquivado em 29 de abril de 1992. Cópia em arquivo.

[23] Relatório de Disposição Final, William Joseph Stewart também conhecido como Daniel Michael Yoder. Arquivado em 05 de maio de 1992. Cópia em arquivo.

[24] Nota do Tradutor: Não me surpreende encontrar referências a C. Peter Wagner na análise dos livros de Rebecca Brown, pois desde que descobri as sandices divulgadas por Ana Mendez notei que esse homem é um dos “grandes” por trás de tantas heresias.

[25] MNQ, pg. 43.

[26] MNQ, pg. 50.

[27] MNQ, pg. 59.

[28] MNQ, pg. 61.

[29] MNQ, pg. 65, 66.

[30] MNQ, pg. 10.

[31] MNQ, pg. 11.

[32] MNQ, pg. 12, 13.

[33] MNQ, pg. 13.

[34] Uma visão mais sadia, segura e bíblica do processo de santificação (que é a visão ortodoxa histórica) pode ser encontrada nos livros “Sin and Temptation – The Challenge to Personal Godliness” (de John Owen, resumido por James Houston e editado pelo Dr. J. I. Packer) ou “The Pursuit od Holiness” (de Jerry Bridges).

[35] MNQ, pg. 22 e 23.

[36] W. E. Vine, Dicionário Vine — O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento (Editora CPAD) , pg. 37.

[37] Vine, pg. 391 e 392.

[38] MNQ, pg. 23-25.

[39] MNQ, pg. 26 e 27

[40] Vine, pg. 77.

[41] Keith L. Brooks, The Books of the Bible Summarized, pg. 92.

[42] “To relieve one who has been cursed. Say, in the name of God ye father, and his Son the Holy Ghost three persons one Trinity, is to comfort one of the ill-worked on my body, that has disturbed my body with evill payne (sic) from the wickedness. In the name of God. Amen.” — C.J.S. Thompson, The Hand of Destiny — Folklore and Superstition for Everyday Life, pg. 173.

[43] Veja também: The Quarterly Journal, Vol. 8, No. 4, op. cit., pg. 11.

[44] MNQ, pg. 32.

[45] MNQ, pg. 75-77.

[46] C.F. Keil and F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament, Vol. 1, pg. 391.

[47] J.R. Dummelow, Commentary on the Holy Bible, pg. 94.

[48] MNQ, pg. 84.