TABERNÁCULO, TEMPLO, TEMPO DA GRAÇA E TATUAGENS

ANTIGO TESTAMENTO

Ontem eu encontrei um jovem cantor evangélico... de uma banda de “reggae gospel”. Ele e sua namorada são jovens com a sincera vontade de buscar a Deus, porém estão sofrendo influências de “fontes externas” como o yoga e seus mestres. Tudo bem que eu tive de ouvir aquelas frases tipo “mas a Bíblia não diz que somos pequenos deuses?” ou ainda “eu colho uma flor de cada jardim para formar o meu buquê.”, isso sob a justificativa de “examinai tudo e retende o que é bom”...

Eu não os conhecia, mas já estava ciente de que poderia encontrar... não fui incisivo pois Deus me enviou ali com amor. Discussões em locais impróprios podem causar impressões erradas e sei que Deus os quer pelo amor e pelo conhecimento da verdadeira palavra de Deus. Essa é uma missão que pretendo resolver mais tarde, quando eles vierem me visitar: vamos ter uma boa conversa, algumas xícaras de café e, no mínimo, duas Bíblias para citação de referências dentro do contexto exegético...

Mas uma coisa que nunca vai deixar de me impressionar é o senso de exclusividade do ser humano: é impressionante que eles julgam que foram os primeiros a me dizer as frases que transcrevi no primeiro parágrafo... e eu preferi deixar assim. Não senti autorização para ser mais contundente e deixei-os pensar que desconheço as “maravilhas” que eles tem praticado e descoberto: há de chegar o momento. Porém há algo que achei digno de urgência, pois é algo cuja recuperação além de difícil, pode ser dolorosa: as tatuagens! E nosso amado músico tem os braços cobertos por algumas delas...

Já li muitas coisas sobre tatuagens, mas ainda não vi nenhum autor abordar o assunto pela linha de analogias que o Senhor tem me apresentado: todas elas dentro da própria Bíblia. Talvez eu esteja sendo repetitivo ao abordar esse assunto mais uma vez, porém é isto que está em meu coração e espero que este estudo possa ser útil também a você jovem que tem ou está pensando em colocar uma tatuagem, ou a vocês, pais... de qualquer forma não vai custar nada que dêem uma lida.

O TABERNÁCULO

Representação artística encontrada em busca no GoogleExistem vários e excelentes estudos específicos sobre o Tabernáculo e tal detalhamento não é meu objetivo aqui: a intenção é explanar sobre sua função e ressaltar detalhes sobre especificações dadas pelo próprio Deus.

Sugiro a leitura prévia de Êxodo 25:1-9, de onde ressaltarei alguns versos. Antes disso gostaria de “situar” melhor (porém com brevidade) os acontecimentos relativos à construção do Tabernáculo: o povo de Deus já havia sido liberto do Egito e testemunhado diversos milagres, já haviam recebido os dez mandamentos e, naquele momento iniciava-se a confecção de leis. O povo habitava tendas no deserto (onde permaneceu por quarenta anos até poder acessar a Terra Prometida) e, conforme se vê no verso 8, a vontade de Deus era habitar entre eles: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

Só que o próprio Deus falou a Moisés sobre as “especificações técnicas” da construção e ressaltou, no verso 9, que as instruções deveriam ser seguidas “à risca”. Vejam:

“Conforme a tudo o que eu mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis.”

E então Deus começou a especificar minuciosamente a “planta” da construção, os materiais específicos que deveriam ser empregados, os métodos que deveriam ser utilizados, os detalhes de cada um dos objetos que ali seriam postos, quem poderia entrar no local, como deveriam se vestir, os procedimentos adotados... foi tudo tão detalhado que inicia-se no capítulo 25 e só vai terminar no 31, com a repetição do alerta inicial:

“...e o azeite da unção, e o incenso aromático para o santuário; farão conforme a tudo que te tenho mandado.” (Êxodo 31:11).

Notem que o povo, por ser nômade, necessitava de algo móvel. Como podemos ver no capítulo 40, Deus especificou até quando e como o Tabernáculo deveria ser montado.

Esquema encontrado via Google. Tabernáculo visto de cimaMoisés seguiu fielmente as instruções e deu tudo certo: o Senhor ali habitou e manifestou Sua Glória.

Apenas como referência sobre a santidade do local, veja em Levítico 10:1-7 o que aconteceu a dois rapazes, filhos de Arão: Nadabe e Abiú. Eu não sei se eles estavam num momento de desvario comum aos jovens e simplesmente resolveram fazer uma espécie de brincadeira, ou se estavam querendo ser “originais”... só sei o que está escrito:

“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor.” (Levítico 10:1-2).

E aqui vai uma dica da opinião pessoal de Deus sobre o fato:

“E disse Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.”

Isso parece triste, porém a explicação dessa atitude paterna está em Romanos 14:12: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Portanto, “senhor papai” e “senhora mamãe” que estão lendo este texto, saibam que sua responsabilidade é agir de acordo com Provérbios 22:6 – “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” – O que Arão poderia argumentar naquele momento?

Aos jovens, só uma recomendação: cuidado com sua “originalidade”... ela pode estar te levando para um lugar bastante desagradável.

O TEMPLO

Representação artística do Templo, encontrada via Google.Agora vamos dar um salto de aproximadamente quatrocentos e oitenta anos após a construção do tabernáculo. O povo já havia “firmado bases”, ou seja, não era mais nômade. Foram estabelecidos, juízes e até mesmo reis e, por que não, fazer algumas “melhorias”?

Encontraremos, em I Reis 5:13-18, o rei Salomão começando a se preparar para edificar o Templo. No capítulo 6 vemos as especificações da construção, sendo que há algo muito especial ocorrendo a partir do verso 11:

“Então veio a palavra do Senhor a Salomão, dizendo: Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai. E habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.” (I Reis 6:11-13).

Notem que Deus já não foi tão específico na construção do Templo: sua única condição era a obediência irrestrita. Apesar da ostentação empregada por todo o local, o que mais importava a Deus não era aquele ouro, mas sim o comportamento de seu servo... o homem é mais importante que o “cenário”.

No capítulo 7 ainda podemos ler sobre mais objetos, adornos e melhorias que Salomão traz e executa ao Templo. No capítulo 8 vemos a dedicação do Templo e o mais importante de tudo ocorre nos versos 10 e 11:

“E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a casa do Senhor. E os sacerdotes não podiam permanecer em pé para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a casa do Senhor.”

O que isso indica? Que até ali, assim como ocorrera com Moisés, tudo estava correto e novamente o Senhor ali habitou e manifestou Sua Glória.

Esquema encontrado via Google. Templo visto de cimaSó que o homem é um bichinho que sempre cisma de fazer as coisas do seu jeito e abandona a clara e imutável lei do Senhor. Se sustentando por sua inteligência e em suas experiências pessoais a humanidade se esquece do Criador e de Seu poder, partindo para experiências místicas, holísticas... buscando poder em outros lugares, querendo estabelecer seus próprios caminhos.

Sabem o que aconteceu ao Templo com o passar do tempo? Vejamos agora o texto de Ezequiel 8, quando Deus, através de seu Espírito, leva o profeta até Jerusalém e mostra o que estava acontecendo naquele Templo inicialmente tão belo:

“E disse-me: Filho do homem, vês tu o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Mas ainda tornarás a ver maiores abominações.” (Ezequiel 8:6)

“Então me disse: Entra, e vê as malignas abominações que eles fazem aqui. E entrei, e olhei, e eis que toda a forma de répteis, e animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor.” (Ezequiel 8:9-10)

Citei apenas a parte do capítulo 8 que se aplica ao presente estudo, porém sugiro que leiam o texto na íntegra e notem os tipos de coisas em que estava envolvido aquele povo: idolatria a Tamuz, adoração ao sol...  coisas tão estúpidas e ao mesmo tempo tão persistentes, pois hoje em dia podemos ver pessoas idolatrando à Rainha dos Ares em tantos adesivos fixados nas traseiras dos automóveis, assim como uma busca pela “consciência” da Terra, como se na criatura fôssemos encontrar o poder do Criador... O Senhor Deus é bem claro quando diz o que fará com eles por causa disso:

“Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei.” (Ezequiel 8:18)

E de lá para cá, o que ocorreu com o povo de Israel?

Se não houvesse o pacto de aliança do Senhor com este povo (pacto sem papel nem assinatura, somente a palavra do Senhor... veja isso, senhor Rick Warren! Deus cumpre sua palavra!!!) e as profecias que não podem deixar de ser cumpridas... a situação estaria ainda pior para eles.


 

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